Diante da crise mundial e seus reflexos – a exemplo das demissões em massa, precarização do trabalho e encolhimento dos gastos públicos – é fundamental a ação do governo na adoção de políticas de enfrentamento ao colapso econômico atual. E um dos principais instrumentos são as instituições de desenvolvimento, que pelo seu caráter atuam como impulsionadoras da economia. Para debater sobre o tema “A crise mundial e as instituições de desenvolvimento”, cerca de 150 funcionários do Banco do Nordeste se reunirão em João Pessoa (PB), nos dias 27 e 28 de março, durante a 35ª edição da Reunião do Conselho de Representantes promovida pela Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB).
O tema principal do evento terá como palestrantes João Pedro Stédile (membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra) e Agassiz Almeida Filho (Professor da Universidade Estadual da Paraíba, mestre em Ciências Jurídico-Políticas). O painel principal, no dia 27, às 9h, é aberto ao público.
Para José Frota de Medeiros, presidente da AFBNB, é preciso refletir sobre que desenvolvimento queremos. “O momento é propício para pensarmos em um outro processo civilizatório, colocando como epicentro a proteção do ser humano e da natureza, e não o lucro desvairado”, afirma. “Por isso a nossa preocupação com os reflexos da crise no Brasil e, especificamente, na região nordestina, dentro de um fato histórico que é o colapso de um modelo neoliberal. Temos que construir alternativas”, finaliza. |