Em atendimento à deliberação do Conselho de Representantes, a AFBNB encaminhou as propostas do Plano de Cargos e Remuneração e Plano de Funções à base, no início de fevereiro, o que resultou em inúmeras dúvidas que foram sistematizadas e entregues na reunião do dia 4 de março à coordenação da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB que por sua vez ficou responsável de repassar para o Banco. A idéia era que as dúvidas fossem dirimidas na reunião de explanação dos planos, pelo Banco, marcada inicialmente para o dia 4 deste mês e remarcada para o dia 24, ou seja, hoje, na qual também havia a expectativa de assinatura do acordo coletivo – ainda não concretizado, apesar de todos os demais bancos já o terem feito e de em breve se iniciar mais uma campanha salarial.
Acontece que, pela terceira vez seguida, essa reunião na qual o Banco do Nordeste apresentaria às entidades representativas dos funcionários as propostas foi adiada para o dia 6 de abril, ou seja, mais de 2 meses após a divulgação das mesmas.
O adiamento foi informado ao meio-dia de ontem, pela coordenação da Comissão Nacional (CNFBNB), devido a “motivos de agenda do consultor Luiz Antonio”, responsável pela elaboração dos documentos para esclarecimento de dúvidas que, diga-se de passagem, são muitas e chegam a cada dia. Esse também foi o motivo alegado no último adiamento.
A AFBNB, enquanto entidade representativa dos funcionários e integrante da Comissão Nacional, considera inadmissível esse tipo de postura, tanto do Banco – ao não tratar com a devida importância e seriedade um assunto tão importante para todo o corpo funcional e com o devido respeito às entidades representativas – quanto da coordenação da Comissão Nacional, ao aceitar passivamente essa sucessão de adiamentos e simplesmente “repassar” os recados do Banco.
O desrespeito com os funcionários é duplo, uma vez que além da embromação em não elucidar as questões postas, gera prejuízos aos sindicatos, pois há gastos com retirada de passagens, deslocamento etc, gastos esses que são custeados com a contribuição paga pelos trabalhadores.
Esperamos um pouquinho de seriedade e compromisso por parte da Direção do Banco... Afinal, não é de hoje que essa postura vem sendo adotada: basta vermos a “velocidade” com que várias questões trabalhistas são tratadas ultimamente, a exemplo da implantação do plano de previdência para os novos funcionários e de passivos trabalhistas que se arrastam há anos, além da demora na assinatura do acordo coletivo, ainda pendente.
Esperamos também que a Contraf/CUT, que legitima a CNFBNB, não aceite essa situação e cobre da coordenação desse coletivo uma postura digna de uma instância que representa os funcionários e que trate dos interesses desses e não do interlocutor, que é o Banco. Não se vê por parte da Contraf/CUT postura semelhante com relação aos comandos de negociação dos demais bancos públicos – BB e CEF, onde as negociações são levadas a sério e encaminhadas com mais celeridade.
A AFBNB não aceita esse descaso. Não se concebe um tratamento desses a trabalhadores que são os responsáveis por resultados comemorados aos quatro cantos pelo BNB. A AFBNB acredita e ressalta a necessidade dos processos de negociação como forma adequada para superação de conflitos e obtenção de conquistas. Daí esperarmos que sejam dadas a devida importância às reuniões entre as partes. |