Expectativas frustradas. É assim que se pode definir a rodada de negociação ocorrida ontem, em Recife, entre o BNB e as entidades que integram a Comissão Nacional dos Funcionários do BNB.
A começar pela não apresentação das propostas de PCR e Plano de Função por parte do Banco, remarcada para o dia 24 de março, em Fortaleza. Todas as demandas (dúvidas, sugestões e críticas) que chegaram à AFBNB foram sistematizadas e entregues pelo diretor da Associação presente à reunião, Alberto Ubirajara, ao coordenador da Comissão Nacional, que por sua vez entregará ao Banco. As entidades apontaram e o Banco acatou o prazo de até 1 de julho para implantação dos planos, período em que a CNFBNB concluirá análise do documento e que a proposta poderá ser discutida no Congresso dos Funcionários do BNB e na Reunião do Conselho de Representantes da AFBNB.
O acordo também não foi assinado e a previsão é de que o seja no dia 24 também. Também nesse dia espera-se que o Banco apresente uma nova apresentação sobre o ponto eletrônico, com algumas alterações. Alberto Ubirajara ratificou o posicionamento contrário da AFBNB ao banco de horas.
As entidades cobraram ainda a antecipação do pagamento da PLR, solicitação que foi negada pelo Banco, sob alegação de que o pagamento será liberado só após a assembléia dos acionistas, no dia 30, com possibilidade de o pagamento ser feito na 1ª semana de abril. Sobre a ampliação da licença-maternidade, também reivindicada pelas entidades, os representantes do Banco informaram que continuam aguardando lei complementar do orçamento da união e que assim que estiver regulamentado, automaticamente irá proceder da forma que a lei exigir. Segundo o Banco, Banco do Brasil e Caixa Econômica estão na mesma situação que o BNB.
Confira abaixo outras demandas:
Curso de formação para os novos funcionários – já teve início em Fortaleza e na próxima segunda-feira será iniciado em Recife (PE). Salvador será aproxima cidade.
CAPEF – Será constituído um grupo de trabalho para analisar a situação atuarial do plano BD (benefício definido) e fazer uma revisão do plano, congelado desde o ano de 1997. A composição do grupo ainda não foi definida. Cerca de 900 funcionários do BNB, aposentáveis, estão impedidos de solicitar a aposentadoria por conta dessa defasagem.
CAMED – As entidades solicitaram a migração dos genitores dos funcionários do plano família para o plano natural e, para aqueles cujos pais não estejam vivos, que possam optar por incluir outros parentes. O Banco ficou de analisar a proposta.
Financiamentos de veículos e imobiliários – Segundo o Banco, essa proposta está em estudo e deve ser apresentada em breve aos funcionários.
Concurso público – Haverá concurso para nível médio e superior com previsão de divulgação de edital em breve.
Avaliação
Para o diretor Alberto Ubirajara a reunião não foi o esperado, haja vista “a não antecipação da PL, como o fez os demais bancos federais. Isso ocorre no BNB, que sempre encontra um empecilho quando é para beneficiar os funcionários. Somado a isso ainda nos frustrou o adiamento das apresentações dos planos”, lamenta.
Presenças
Pelo Banco: Eliane Brasil, Célia Matos, Sérgio Maia (Superintendente) e Bibina Colares (gestão de pessoas);
Pelas entidades:
- Contraf/CUT: Marcos Vandaí (Bradesco)
- Federação dos Bancários BA-SE e Seeb-BA: Galindo Primo (BNB);
- AFBNB: Alberto Ubirajara (BNB)
- AABNB: Miguel Nóbrega (BNB)
- FETEC/NE: Ribamar Pacheco (Itaú)
- SEEB-PI: Luzemir Almeida (BNB);
- SEEB-AL: Jairo Luiz (Santander);
- SEEB-PE: Manoel Spinelli (Bradesco);
- SEEB-CE: Tomaz de Aquino e Océlio (BNB)
- SEEB-PB: Marcos Henrique (Bradesco) e Paulo Ramon (BNB)
- Seeb-Campina Grande: João Roncalli (Iatú) e Luciano de Tasso (Unibanco) |