|
|
Notícias |
20/02/2009 |
Lucro recorde no BNB ? resultado do esforço de todos |
O Banco do Nordeste e seus trabalhadores estão de parabéns: os números apresentados esta semana na imprensa nacional nem de longe lembram o Banco que foi sucateado e quase extinto anos atrás, numa missão encomendada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso e seus asseclas.
Naquele momento fatídico, uma das principais ações para acabar com o BNB foi desestruturar seu corpo funcional, perseguindo, assediando moralmente, desarticulando as lideranças e demitindo. Agora, anos depois, são esses mesmos trabalhadores, com o reforço dos novos quadros do Banco – imbuídos do desejo de contribuir com a transformação do Nordeste e confiantes na missão do BNB enquanto banco de desenvolvimento – os responsáveis pela superação da crise no Banco e pelos resultados positivos, embora, obviamente, alinhados a um direcionamento da atual diretoria.
Ano a ano, o BNB foi se superando: de um lucro líquido de pouco mais de R$ 200 milhões em 2006, saltou para perto dos R$ 220 milhões no ano seguinte e quase dobrou esse valor no ano passado, com um crescimento de 91,6% sobre os resultados de 2007, chegando aos R$ 421 milhões de reais.
Segundo fontes do próprio Banco, em matérias veiculadas pela imprensa, o desempenho teria sido puxado sobretudo pela expansão das operações de crédito, que passaram a representar 79,1% dos ativos consolidados do banco.
Tudo isso sem dúvida é positivo, mas os bons índices de rentabilidade não podem nem devem ofuscar o olhar sobre o alcance social desses resultados. Afinal, R$ 421 milhões é muito, sob a ótica do diferencial de um banco de desenvolvimento. A contrapartida social destes bons resultados financeiros é que determinará se o BNB cumpre sua finalidade de banco de desenvolvimento: quem recebeu os créditos? Para quê? Quais os resultados sociais dessas aplicações? Que impactos positivos o dinheiro aplicado está surtindo na vida dos nordestinos e no IDH da região? Quantos empregos foram gerados e qual a renda agregada? Como o BNB está contribuindo para mudar a cara do Nordeste? São perguntas que devem ser feitas por todos e respondidas pelo Banco, numa prestação de contas importante à sociedade nordestina.
Além disso, é chegada a hora do reconhecimento do fator maior destes resultados: o trabalhador do BNB. A diretoria do Banco deve empenhar-se para pagar os passivos trabalhistas da mesma forma que procedeu para pagar o passivo tributário deixado pela gestão temerária de Byron Queiroz, sem esperar e independente de pelejas judiciais.
Além disso, queremos transparência em todos os processos; o pagamento da PLR integral, distribuída de forma linear, inclusive a parcela adicional; das horas extras devidas (e não banco de horas, afinal, não foi trabalhando a mais e arduamente que se chegou a essa cifra?); o aperfeiçoamento do plano de função e do PCR de forma que sejam compatíveis com um banco de desenvolvimento e o fim de práticas de assédio moral.
Se o Banco quer continuar crescendo e se fortalecendo econômica e financeiramente, deve valorizar e reconhecer o trabalho de seus funcionários com o mesmo empenho com que quer aumentar o lucro e ser reconhecido nacional e internacionalmente, sem medir esforços.
|
| Fonte: AFBNB |
| Última atualização: 20/02/2009 às 16:15:00 |
|
|
|
 |
Comente esta notícia |
|
Comentários |
Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.
|
|
|