Fale Conosco       Acesse seu E-mail
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras


Notícias

  02/02/2009 

Bancos públicos ajudam o Brasil

Faz quase vinte anos que o movimento sindical bancário luta intensamente pelo fortalecimento dos bancos públicos e contra todas as privatizações (e tentativas).

Agora, no olho do furacão de uma das piores crises financeiras que o mundo já viveu, são justamente as instituições financeiras públicas que têm evitado que o Brasil seja atingido em cheio pelo terremoto que tem arrasado economias em todo o planeta.

Essa análise, aliás, não é feita pelo próprio Sindicato ou qualquer entidade de esquerda. Pelo contrário, é a elite econômica mundial quem diz que os bancos públicos têm dado ao Brasil uma certa “blindagem”. Na última segunda-feira, dia 26, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne os trinta países mais ricos, elogiou a situação do Brasil. Para o diretor do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Javier Santiso, a ação dos bancos públicos para irrigar empresas com empréstimos, aliada à presença modesta de bancos estrangeiros, impede que a crise de crédito se alastre no país.

“O Brasil tem uma capacidade interna para manter o nível de crédito muito mais desenvolvida do que outros países em desenvolvimento. Bancos públicos como o BNDES e o Banco do Brasil geram uma capacidade adicional em matéria de crédito e se mostram presentes em momentos de crise. Antes se dizia que era uma catástrofe um Estado manter instituições públicas.

Agora, estamos diante da nacionalização de bancos privados em todo o mundo” explica Santiso. No último dia 12, pesquisa divulgada pela própria OCDE apontava que o Brasil é o país que menos sofreu com a crise econômica mundial.

Papel fundamental – O desenvolvimento do Brasil nos últimos duzentos anos se confunde com a história dos bancos públicos. Quando praticamente não havia bancos privados, cabia somente às instituições financeiras controladas pelo governo guardar as economias dos brasileiros, financiar a agricultura e investir em empresas. Mais recentemente, nos momentos de inflação elevada das décadas de 1970 e 1980, os bancos públicos emprestavam os recursos necessários para a construção de obras de infra-estrutura e criação de grandes empresas. Na crise internacional de agora, a história se repete. Segundo pesquisa da Fundação Procon-SP, somente o BB e a Caixa Federal baixaram os juros do cheque especial em janeiro, enquanto os bancos privados aumentaram as taxas e os spreads.

O presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino, lembra que a luta dos bancários pelo fortalecimento dos bancos públicos ganhou corpo nos anos 1990, quando os governos federal e estadual começaram a privatizar. “Desde 1994, quando teve início o processo de privatização do Banespa, o Sindicato intensificou a luta em defesa do patrimônio público, sobretudo os bancos. Hoje, neste momento crítico por que passa a economia mundial, o Brasil resiste e os organismos internacionais reconhecem que estávamos no caminho certo”, diz Marcolino.

 

Fábio Jammal Makhou - 29/01/2009

Última atualização: 02/02/2009 às 11:15:00
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras

Comente esta notícia

Nome:
Nome é necessário.
E-mail:
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário:
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.
código captcha

Código necessário.
 

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

Rua Nossa Senhora dos Remédios, 85
Benfica • Fortaleza/CE CEP • 60.020-120

www.igenio.com.br