"Microcrédito, Dinâmica Empresarial e Mudança de Classe: O Impacto do Crediamigo" e "Microcrédito, o Mistério Nordestino e o Grameen Brasileiro: Perfil e Performance do CrediAmigo" são os títulos de pesquisa e livro que mostram a importância do microcrédito para os mais pobres. Os microempresários já somam 22 milhões de pessoas no Brasil e apresentam rendimento e mobilidade social acima da média dos demais trabalhadores, segundo a pesquisa divulgada ontem pelo coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), economista Marcelo Néri.
O pesquisador explica que a comparação de indivíduos semelhantes com aqueles sem acesso a crédito permite detectar os impactos do microcrédito sobre ascensão entre classes de renda familiar, do lucro dos pequenos negócios e da probabilidade de trabalhadores por conta própria se tornarem empregadores. Os clientes do programa Crediamigo, programa de microcrédito do Banco do Nordeste, instituição que encomendou o desenvolvimento do estudo a Néri, têm maior lucro (8% a mais) e maior mobilidade social, principalmente entre os que estão nas classes E, D ou C. Além disso, a chance deles gerarem emprego é 12,5% maior do que os não clientes do programa.
De acordo com Néri, o Crediamigo do BNB apresenta resultados surpreendentes na área urbana mais pobre e informal do País. "O Crediamigo aplica em larga escala a metodologia do crédito solidário de empréstimos de grupo, que deu o Nobel da Paz de 2006 ao Grameen Bank e a seu fundador Muhammad Yunus", cita, lembrando ainda a opção pelas mulheres (2/3 dos beneficiados). Destaca, ainda, que o programa está sendo exportado para outras regiões. Deve ser lançado em favelas do Rio de Janeiro, como a Rocinha, no início do próximo ano.
O trabalho faz um estudo das pesquisas disponíveis no Brasil e publicadas pelo IBGE até 2006, de forma a confrontar os dados com o Banco de Dados, com histórico dos clientes do Programa de Microcrédito do BNB. Traça também um perfil dos clientes do Crediamigo e estuda a evolução dos indicadores socioeconômicos desses clientes entre 1998 e 2006, comprovando ainda a eficácia do Crediamigo no combate à pobreza.
Para Néri, o programa é eficiente por não ser subsidiado e chegar realmente aos mais pobres, além de dar lucro: R$ 50 por cliente ao ano. "O importante é que não dá prejuízo", diz, lembrando que o problema não é só de prover crédito mas de oferecer um programa de qualidade, um crédito produtivo, de prazo mais longo e que atinge relativamente os mais pobres. A pesquisa está disponível na íntegra através do site http://www.fgv.br/cps/crediamigo2.(com agências)
Para Smith, modalidade será pouco atingida
O presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, disse acreditar que o microcrédito será a modalidade de crédito menos afetada pela crise internacional no Brasil. "Mesmo que não haja crescimento econômico, a distribuição de renda pode continuar avançando", acredita.
Segundo Smith, até o momento a crise não chegou ao microcrédito, as taxas de inadimplência prosseguem reduzidas e não houve aumento nas taxas de juros para os tomadores de empréstimos. "Pode até ocorrer algum efeito da crise, mas não é preocupante", disse.
O Banco do Nordeste, com o programa Crediamigo, tem 65% do mercado de microcrédito no País e deve elevar o número de clientes, até o final deste ano, de 370 mil para 400 mil. "Esse programa é um dos vetores importantes da política governamental de crescimento com maior distribuição de renda", disse.
Smith explica que encomendou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) uma avaliação externa do programa, que resultou no estudo sobre "o microcrédito, dinâmica empresarial e mudança de classe: o impacto do Crediamigo", lançado hoje pela instituição.
Segundo Smith, a crise não levou a nenhuma revisão na projeção do Banco do Nordeste de somar 1 milhão de clientes em 2011. Segundo ele, o microcrédito tem hoje um importante papel no estímulo ao crescimento do mercado interno e, por isso, deve contribuir para proteger o Brasil dos efeitos da crise internacional.
Para Smith, modalidade será pouco atingida
O presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, disse acreditar que o microcrédito será a modalidade de crédito menos afetada pela crise internacional no Brasil. "Mesmo que não haja crescimento econômico, a distribuição de renda pode continuar avançando", acredita.
Segundo Smith, até o momento a crise não chegou ao microcrédito, as taxas de inadimplência prosseguem reduzidas e não houve aumento nas taxas de juros para os tomadores de empréstimos. "Pode até ocorrer algum efeito da crise, mas não é preocupante", disse.
O Banco do Nordeste, com o programa Crediamigo, tem 65% do mercado de microcrédito no País e deve elevar o número de clientes, até o final deste ano, de 370 mil para 400 mil. "Esse programa é um dos vetores importantes da política governamental de crescimento com maior distribuição de renda", disse.
Smith explica que encomendou à Fundação Getúlio Vargas (FGV) uma avaliação externa do programa, que resultou no estudo sobre "o microcrédito, dinâmica empresarial e mudança de classe: o impacto do Crediamigo", lançado hoje pela instituição.
Segundo Smith, a crise não levou a nenhuma revisão na projeção do Banco do Nordeste de somar 1 milhão de clientes em 2011. Segundo ele, o microcrédito tem hoje um importante papel no estímulo ao crescimento do mercado interno e, por isso, deve contribuir para proteger o Brasil dos efeitos da crise internacional.
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