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Notícias

  05/11/2008 

Fusão cria megabanco de R$ 575 BI

Fusão cria megabanco de R$ 575 BI

Os bancos Itaú e Unibanco anunciaram ontem a maior fusão da história bancária brasileira. Os dois bancos assinaram contrato de unificação das operações financeiras no valor de R$ 87,9 bilhões, pela cotação de mercado de sexta-feira. Embora ainda não exista formalmente, a nova empresa se valorizou 25,6% ontem levando o valor de mercado a R$ 110,4 bilhões. Não haverá desembolso de dinheiro na operação que será feita por meio de troca de ações.

A fusão cria o maior banco brasileiro e um dos maiores do mundo em valor de mercado. Com o equivalente a US$ 51,09 bilhões em valor de mercado, a nova instituição torna-se a 14 ª maior do ranking global da "Bloomberg", que inclui os colossos chineses.
Em ativos, o novo gigante soma R$ 575,1 bilhões, bem à frente dos R$ 422,7 bilhões do Bradesco no final de setembro e dos R$ 416,5 bilhões que o Banco do Brasil (BB) contabilizava em junho, seu mais recente balanço publicado.

Será também um líder em crédito (sem avais e fianças), com R$ 225,3 bilhões e em depósitos e debêntures. O Bradesco, até então maior banco privado, tem R$ 167,8 bilhões em crédito e R$ 175,4 bilhões em depósitos e debêntures. Itaú e Unibanco juntos acumulam R$ 8,1 bilhões juntos.

O presidente do Itaú, Roberto Setubal, e o presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles, iniciaram as conversas há 15 meses e somente informaram a alta cúpula de cada organização quinta-feira passada. No novo banco, Setubal será o presidente executivo; e Moreira Salles vai presidir o conselho de administração.

A operação torna o novo banco uma fortaleza no mercado financeiro e teve como objetivo reforçar a presença no mercado doméstico, onde a competição aumentou muito depois da investida do Santander sobre o Banco Real. A posição do Unibanco estava ficando especialmente vulnerável, depois de ter caído para quarta posição no ranking de bancos privados.

Mas outro objetivo claro da transação é transformar o banco em uma empresa global. "O Brasil precisa ter um banco internacional para apoiar as empresas brasileiras no exterior", disse Setubal.

Segundo Moreira Salles, com um capital de R$ 51,7 bilhões, já considerando os efeitos fiscais da transação, o novo banco terá bala para suas pretensões globais. Com os R$ 225,3 bilhões em crédito, o novo banco também mostra uma alavancagem de apenas quatro vezes o valor patrimonial e um índice de ativos ponderados pelo risco em relação ao patrimônio de 15%. "Os bancos internacionais estão fazendo um esforço, muitas vezes com ajuda dos governos, para chegar a um índice de 8%", disse Moreira Salles.

Tanto Setubal quanto Moreira Salles foram vagos em relação ao futuro das marcas e planos de integração. O analista de bancos do Santander, Henrique Navarro, calcula em R$ 4 bilhões os ganhos de sinergia. Mas Setubal afirmou não ter uma estimativa a respeito, embora tenha reconhecido que haverá ganho de escala, maior receita com vendas cruzadas e redução de custos com tecnologia. A intenção não é fechar agências, nem demitir.

Em relação às marcas, Moreira Salles afirmou que elas ficarão preservadas a nova holding que abrigará o novo banco, a Itaú Unibanco Holding. Já as marcas comerciais, acrescentou, serão definidas por pesquisas especializadas.

Os atuais acionistas da Unibanco Holdings e do Unibanco vão migrar, mediante incorporações de ações, para companhia aberta Itaú Unibanco Holding S.A., atual Banco Itaú Holding Financeira S.A., cujo controle será compartilhado, entre a Itaúsa e os controladores da Unibanco Holdings (família Moreira Salles), por meio da holding não financeira a ser criada, a IU Participações.

A Itaúsa - da qual as famílias Setubal e Villela têm 60,97% da ordinárias e 34,32% do capital total - terá 50% das ordinárias, 100% das preferenciais e 66% do capital total da IU; e a Unibanco Holdings, 50% das ordinárias e 33% do capital total.
A IU terá 51% das ordinárias e 26% do capital total da Itaú Unibanco Holding; a Itaúsa, 36% das ordinárias e 18% do capital total; o Bank of America, 2,5% das ordinárias, 8,5% das preferenciais e 5,4% do capital total; e o mercado, 10,5% das ordinárias, 91,5% das preferenciais e 50,6% do capital total.

Sinal de que a parceria promete ser longa era a presença na platéia, juntos, de Rodolfo Villela, filho de Milu Villela, a maior acionista individual do Itaú, e de Antonio Moreira Salles, filho de Pedro.

Aquisição da Caixa Federal é alternativa para o Banco do Brasil

A operação envolvendo o Unibanco e o Itaú reavivou dentro do Banco do Brasil a sua aspiração de incorporar a Caixa Econômica Federal, como forma de reconquistar a liderança no mercado bancário nacional. Oficialmente, o BB não quis comentar a perda da liderança para o banco que nasce da consolidação do Unibanco e do Itaú. Mas, de forma reservada, executivos do banco lembraram que a incorporação da Caixa é uma das alternativas possíveis. No ano passado, quando o BB iniciou sua ofensiva para incorporar bancos públicos, também foi aventada a hipótese de absorver a Caixa, além do Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia. A idéia voltou à tona depois que o Santander adquiriu as operações do ABN Amro no Brasil. A proposta, porém, teve forte reação contrária da Caixa.

O BB tinha ativos totais de R$ 403,468 bilhões em junho, e a Caixa, de R$ 250,562 bilhões. Juntos, os dois bancos seriam capazes de superar a soma de Itaú e Unibanco, que, segundo a instituição, chegaram a R$ 575 bilhões em ativos. A perda da liderança também aumenta a importância, para o BB, de concluir a compra da Nossa Caixa, que administra R$ 54,10 bilhões em ativos. Outro negócio em discussão é a compra do Banco de Brasília, que tem ativos de R$ 4,897 bilhões.

O BB já concluiu a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), que soma R$ 6,215 bilhões em ativos, e vai absorver o Banco do Estado do Piauí (BEP), que tem operações pequenas, com ativos totais de R$ 226 milhões.

Uma fonte do BB lembra que, mesmo que o BB seja bem-sucedido em concretizar todas essas operações, ainda assim ficaria atrás do novo banco criado pelo Itaú e Unibanco. Seria necessário comprar bancos privados, usando a faculdade criada pela medida provisória 443, recentemente editada. O BB, lembra a fonte, negociou a compra de carteira com 29 instituições financeiras. Em alguns dos contatos, houve sondagem inclusive para a venda do banco, e não apenas ativos. Ontem, o BB não quis comentar notícias sobre a eventual disputa que estaria travando com o Bradesco para a compra do Banco Votorantim, que tem R$ 73,631 bilhões em ativos. Mas uma fonte disse que, para reconquistar a liderança, será fundamental o BB comprar um ou mais bancos, nacional ou de controle estrangeiro, com porte similar ao do Votorantim.

Fonte: Fonte: Valor Econômico
Última atualização: 05/11/2008 às 10:09:00
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