O Superintendente do BNB no Ceará, Isidro de Morais Siqueira, esteve ontem na sede da Associação dos Funcionários do BNB, no final da tarde, reunido com os diretores para discutir o conteúdo da nota veiculada pela AFBNB sobre atos truculentos cometidos pelo Superintendente.
Isidro reiterou que a nota foi injusta e que práticas de assédio moral e truculência não fazem parte do perfil de sua gestão e que ele, tanto no âmbito pessoal como profissional, respeita a dignidade humana e dignidade do trabalho, e que jamais tomaria qualquer atitude que ferissem tais princípios.
No processo de discussão, a fim de que houvesse uma maior aproximação da entidade com a Superintendência assim como para coibir práticas que produzem instabilidade no clima organizacional, acenou-se com a possibilidade de contatos periódicos mensais para estreitar as relações de forma que ambas as partes – AFBNB e Super-CE – tenham conhecimento da realidade de cada lado, com o fito de evitar visões unilaterais dos fatos.
A Diretoria da AFBNB compreende que a atitude do senhor Superintendente do BNB no Ceará, em vir à sede da AFBNB discutir os problemas relatados na nota da entidade, mesmo que apresentando suas justificativas e críticas, é uma atitude que contribui para o aperfeiçoamento das relações democráticas e sindicais em pleno processo de construção pelos trabalhadores brasileiros.
Esperamos que esse exemplo e a postura da Superintendência do Ceará sirvam de paradigma para que sempre possamos passar do anátema ao diálogo.
Avaliação da AFBNB
A AFBNB enfatizou que as informações divulgadas na nota não foram colocadas de forma irresponsável nem leviana. São oriundas de reclamações feitas pessoalmente – nas idas dos diretores às unidades, por telefone e outras formas.
A Associação, cumprindo sua missão institucional, não irá se omitir a esse tipo de atitude. Se é fato que esse não é um direcionamento da Direção Geral, então que ela não admita esse tipo de postura por parte de nenhum de seus gestores e mais, que corrija o comportamento dos que sabidamente agem dessa forma.
Por fim, a Associação reitera que o BNB e seus gestores têm neste contexto uma ótima oportunidade para mostrar que perseguições e assédios não fazem parte de sua prática gerencial, não cometendo nenhum tipo de punição ou qualquer ato que caracterize retaliação a nenhum trabalhador após a greve. |