Lamentável e inaceitável. É com essas palavras que a AFBNB qualifica a atuação da Superintendência do BNB no Ceará no que se refere ao tratamento – de choque – dado aos funcionários sob o comando do Superintendente, Isidro de Morais Siqueira.
Não é a primeira vez que a Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) recebe reclamações e denúncias de autoritarismo e destrato vindos dessa Superintendência”. Dessa vez, no entanto, a informação é que ele tem passado dos limites, fazendo transferências e substituições de forma arbitrária, o que vem causando um verdadeiro desmonte em agências que compõem a Superintendência do Estado do Ceará. Isso sem falar nos descomissionamentos, que geram substituições de funcionários que há muito tempo contribuem para os bons resultados do Banco. São trabalhadores que, com dedicação e zelo, esforçam-se ao máximo para cumprir os objetivos e metas.
A AFBNB entende que o reconhecimento ou a competência de um gestor deve ser medida não somente pelos números ou resultados verificados, mas principalmente pela sua capacidade e atitudes na gestão de recursos humanos, cuja marca deve se dar pelo respeito e maturidade na mediação de conflitos e resolução de problemas eventualmente surgidos.
Enquanto Superintendente, Isidro Siqueira tem esse “poder” de fato, mas deve exercê-lo dentro dos parâmetros da legalidade e da ética, com transparência e respeito aos funcionários – o que significa, no mínimo, justificar o motivo de tais atos para os diretamente envolvidos, o que não vem sendo feito, segundo denúncias que têm chegado à Associação.
O que o senhor Isidro e outros gestores vêm fazendo é, em outras palavras, assédio moral, que ganha mais força em tempos de campanha salarial. Nessa época, ameaças de descomissionamentos, piadinhas ameaçadoras, ligações intimidadoras para aqueles que estão exercendo seu direito à greve pairam no ar e pesam nos ombros.
Essas atitudes, que são seguidas também em outros estados, como no Maranhão e na Bahia (a exemplo do gerente de Itaberaba), devem ser repudiadas e corrigidas pela Direção Geral e Presidência, sob o risco do Banco ser conhecido como um local insalubre de trabalho e sua gestão comparada à gestão anterior, cujas lembranças são as mais amargas. Não é possível que a Direção geral e a Presidência compactuem com essa arbitrariedade.
Se o caso é isolado, a Diretoria passa a ser co-responsável se não tomar uma atitude imediata para coibir esse comportamento do Superintendente do Ceará e de qualquer outro que use da função que exerce para amedrontar e fazer terrorismo dentro do BNB.
Esse tipo de atitude vem sendo denunciado há tempos pela AFBNB e é fruto da ausência de uma política de recursos humanos séria e transparente. Tanto é assim que na última Reunião do Conselho de Representantes da AFBNB foram aprovadas inúmeras resoluções cobrando transparência nos processos internos do Banco. Ora, o BNB é um Banco público e todas suas ações devem ser pautadas pela transparência e respeito a seus funcionários e à sociedade. De que adianta criar ambiente de responsabilidade social e comissão de ética se a relação com os funcionários é marcada pelo medo, perseguição e desrespeito?
Por tudo isso, cobramos da Diretoria do BNB uma posição urgente para solucionar esse problema. Caso contrário, a Associação denunciará o fato através de ações de caráter público e externo, além de buscar as instâncias recursais que a lei faculta sobre essas posturas.
Não nos calemos. A denúncia é o primeiro passo para moralizar o Banco do Nordeste. Afinal, o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina não pode permitir que qualquer um jogue seu nome na lama. A AFBNB não aceita e não vai permitir que os tempos de exceção retornem ao BNB. |