Nesta terça-feira, dia 7 de outubro, bancários de todo o país se reunirão em assembléia para avaliar o indicativo de greve por tempo indeterminado proposto pelo Comando Nacional dos Bancários. O objetivo é pressionar banqueiros e governo federal a avançarem nas negociações. A categoria já rejeitou o índice de reajuste rebaixado apresentado pela Fenaban, de 7,5%, diante de uma inflação de 7,15% medida pelo INPC.
No Banco do Nordeste, os funcionários continuam sem posição para a maioria das cláusulas da minuta específica, que esbarram na burocracia do DEST – instrumento convenientemente criado pelo Governo Federal, quase sempre utilizado pelos gestores das estatais como eterno pretesto para barrar conquistas dos trabalhadores. A última negociação, em 26 de setembro, foi suspensa em virtude da indefinição do Banco quanto às cláusulas de benefícios. Também não há resposta quanto ao adiantamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Uma nova rodada foi marcada para o dia 9 de outubro, quando o funcionalismo espera informações da superintendente de Desenvolvimento Humano do BNB, Eliane Brasil, que se reuniu com diretor do DEST, Murilo Barella, na última sexta-feira, dia 3.
É por essa razão que a AFBNB conclama todos os funcionários do Banco do Nordeste a participarem das assembléias convocadas pelos sindicatos de sua base para avaliarem o atual cenário e deliberarem pela greve geral por tempo indeterminado a partir do dia 8 de outubro. E, assim, fortalecer o movimento que já teve início em algumas bases, como é o caso de Pernambuco, Bahia, Maranhão e Rio Grande do Norte.
A estratégia para arrancar os avanços almejados é a mobilização. Este é o momento de toda a categoria se unir e mostrar que está disposta a brigar por um reajuste salarial e uma PLR dignos do esforço despendido pelos bancários para os excelentes resultados das instituições. Isto sem falar em tantas outras reivindicações dos trabalhadores, que foram negadas ou continuam pendentes. Não se pode esperar nada “de graça” dos patrões.
Campanha salarial é momento de se organizar, reivindicar e pressionar. É preciso reforçar o movimento paredis-ta, respaldando as entidades representativas para exigirem avanços na mesa de negociação. Nada de temer a greve – um recurso legítimo e histórico – para fazer valer a nossa vez e a nossa voz. É hora de unir forças e lutar para conquistar.
O lucro dos bancos – No ano passado, o setor financeiro foi o terceiro no ranking dos mais rentáveis do país. Acumulou mais de 26,5% de lucro líquido sobre o patrimônio. Uma diferença de apenas 1,2% do segundo colocado: o setor de Metalurgia e Siderurgia. Neste ano, segundo pesquisa da Econo-mática (empresa internacional de consultoria do setor financeiro), já no primeiro semestre, os bancos ultrapassaram as indústrias de metalurgia e pularam para o primeiro lugar. Isto significa que os bancos são as empresas que mais lucram no Brasil. |