O Sindicato e a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe fizeram manifestações em nove agências localizadas na Calçada, Frederico Pontes e Caminho de Areia, na sexta-feira. As visitas fazem parte da campanha salarial, que segue para mais uma rodada de negociação, amanhã e quarta-feira. A luta principal deste ano é por reajuste de 13,23%, piso salarial equiparado ao do Dieese, de R$ 2.074,00, e combate ao assédio moral e às metas abusivas.
A manifestação do Sindicato começou no Unibanco da Calçada. Agência lotada, poucos funcionários, banheiro interditado e um espaço cuja arquitetura favorece assaltos. Os diretores reforçaram a importância do cumprimento da Lei dos 15 Minutos e da necessidade de mais contratações.
No banco Real, os dirigentes sindicais distribuíram as medalhas de ouro recheadas de chocolate que fazem alusão ao tema da campanha: Nas Olimpíadas dos lucros, o bancário em primeiro lugar. Na agência, o tema destacado foi a importância da mobilização para conseguir sucesso nas negociações com os banqueiros.
INTRANSIGÊNCIA
Duas agências do Bradesco foram visitadas, a da Calçada e da Barão de Cotegipe. O Sindicato fez um protesto contra a intransigência da empresa em não conceder o auxílio-educação. O maior banco privado do Brasil é o único entre os grandes a negar o benefício aos funcionários, mesmo exigindo deles nível superior. A batalha do banco com o INSS também foi tema. Os funcionários que recebem alta médica não estão sendo bem acolhidos na volta ao trabalho.
Na Caixa, os bancários foram atualizados sobre o andamento das negociações específicas que partem para a discussão sobre cargos comissionados e isonomia. A recente vitória na Justiça no processo que julga o abono de faltas da greve de 2007 também foi abordada na visita.
As manifestações prosseguiram nas unidades do HSBC, Itaú e Banco do Brasil, onde chamaram atenção a gigantesca fila, o reduzido número de funcionários e, como conseqüência, o descumprimento da Lei dos 15 Minutos.
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