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Notícias

  08/12/2004 

Ombudsman d’O Povo critica silêncio da imprensa em relação a problemas no BNB

Na edição de 04/12/2004 do jornal O Povo (Fortaleza/CE), o ombudsman da empresa, Guálter George, criticou o silêncio permanente do jornal em relação a problemas observados no BNB, desde a Era Byron. Agora, com o Caso Cobra, mais uma vez a postura do jornal é questionada. Confira, abaixo, trechos da coluna intitulada "Mistérios de um silêncio permanente".

“O Banco do Nordeste do Brasil é, na estrutura político-administrativa federal, o mais importante órgão com sede em Fortaleza. Está localizado ali próximo, no Passaré, a alguns poucos quilômetros da sede do jornal O POVO, que fica no bairro Joaquim Távora. Torna-se difícil entender, assim, porque muitas vezes parece mais fácil reproduzirmos com fidelidade os bastidores do Palácio do Planalto, a milhares de quilômetros do Ceará, do que informar aos leitores sobre o que acontece no BNB (...).

Em outubro último, recebi um primeiro e-mail do leitor Joaquim Francisco Tavares onde ele expunha um quadro de muitos problemas no relacionamento entre o chefe de gabinete do presidente Roberto Smith, Kennedy Moura, e servidores graduados do setor de Informática. Poderia ser apenas um problema ordinário de incompreensão diante de novos métodos, resistência cultural, coisas do gênero que, de fato, em geral não justificariam mais do que uma nota ou outra de coluna. O que acontece é que existe algo mais sério por trás de toda a briga: uma dispensa de licitação para contrato de R$ 130 milhões. O TCU já suspendeu a operação, ela foi denunciada no Senado Federal pelo pernambucano pefelista José Jorge, mas, do ponto de vista do O POVO, resiste incólume o silêncio permanente (...).

TCU AGIU, SENADOR FALOU E O JORNAL CALOU - Desde o recebimento do e-mail de Joaquim Francisco Tavares, ao qual se seguiriam vários outros, que levei o assunto à Redação. Fui informado de que um repórter seria pautado para apurar o que de fato está acontecendo dentro do BNB, a partir das dúvidas levantadas quanto à polêmica dispensa de licitação. Já àquela altura, diga-se, existia um fato concreto, que era a decisão do TCU de suspender o contrato com a Cobra, empresa de informática que seria beneficiada. O leitor Marcelo Feitosa, no dia 16 de novembro passado, também manifestou sua indignação com o silêncio dos jornais locais com o que tem acontecido. ‘O assunto já foi alvo de publicação do Jornal do Comércio, de Pernambuco. A crise não é nenhum segredo e já ultrapassou os muros da sede do Passaré. Existe alguma orientação do O POVO para que esse fato não seja noticiado?’ Boa pergunta, naturalmente repassada a quem de direito para os esclarecimentos necessários, já que, da minha parte, continuava informado apenas de que ‘um repórter estava pautado e apurando o caso’.

Procurado, o comando da Redação silenciou. Aos leitores que se sentem incomodados com a perturbadora postura do jornal em meio a tanto barulho, resta esperar que a anunciada apuração em curso leve a alguma conseqüência jornalística. Não no sentido de condenar ‘a’ ou ‘b’, mas, ao contrário, para esclarecermos o que acontece dentro do BNB, muito importante para o Ceará, e o Brasil, para merecer uma atitude de permanente omissão quanto aos problemas que enfrenta. Byron passa, Kennedy Moura também, e fica uma instituição que precisa ser cada dia mais forte para ser cada dia mais útil. Com certeza, não é fugindo da discussão de seus problemas que O POVO contribui para este fortalecimento necessário”.

Fonte: Jornal O Povo, edição de 4/12/2004, coluna OMBUDSMAN. www.noolhar.com/opovo

Última atualização: 08/12/2004 às 09:47:00
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