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Notícias

  14/08/2008 

Conselho Técnico da AFBNB se reúne para discutir documento

O Conselho Técnico da Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (CT-AFBNB) se reuniu na manhã de ontem (13), na sede da entidade, em Fortaleza, para aprofundar as discussões sobre o documento “O BNB para um Nordeste melhor”, que deverá ser concluído até o final do ano. O documento trata, principalmente, da necessidade de um organismo de desenvolvimento como o Banco do Nordeste e o que a Instituição deve fazer para ser reconhecida como indispensável para a Região.

Vários assuntos estratégicos de interesse do Banco e de seus funcionários foram analisados e discutidos. Participaram da reunião o presidente da AFBNB, José Frota de Medeiros; o professor da Universidade de Brasília (UnB) e ex-presidente do BNB, Nilson Holanda; o funcionário aposentado do BNB, Nicássio Oliveira; e os técnicos do BNB Clarício dos Santos, Raul Klebersom e Francisco das Chagas Soares.

O professor Nilson Holanda, convidado do Conselho, abordou inicialmente a inadimplência no FNE, que chegou a alcançar 46% em 2002 e hoje se encontra em patamares menores, mas ainda preocupantes. Holanda admitiu ter ciência de que havia inadimplência no Banco, mas não imaginava que estivesse desta forma. Para o conselheiro Francisco das Chagas Soares, “o Banco não pode chegar a esses níveis de inadimplência”. Para ele, o Banco não pode encarar esses níveis como normais. Soares, enfim, pontuou que se o Banco aplicasse corretamente os recursos do FNE não estaria numa situação com tais níveis de inadimplência.

Em relação à Reforma Tributária, os conselheiros mostraram-se preocupados com o que pode vir. Holanda não tem dúvidas: na reforma “vão querer mexer no FNE”. Para travar uma briga política com o intuito de fortalecer a região, atrair mais recursos e não perder o controle de repasse do Fundo, os membros foram unânimes ao afirmar que deve haver uma maior aproximação entre BNB e Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Para Holanda, essa aproximação deve ocorrer logo, ainda mais porque o Banco será o órgão encarregado de analisar os projetos da Sudene.

Ainda de acordo com o professor da UnB, nenhum Banco “sobrevive se não tiver capacidade competitiva”. Desse modo, o Banco teria que crescer em duas frentes: a expansão horizontal e a vertical. A horizontal seria uma maior rede de agências, aumentando substancialmente sua capilaridade, reivindicação antiga da AFBNB. “O Banco tinha que ocupar todo o espaço da região”, assevera Holanda. A outra expansão, a vertical, consistiria em o Banco explorar as oportunidades de obter recursos e lucros, mas logicamente, sem esquecer de sua missão desenvolvimentista. Nesse contexto Holanda é bem taxativo: “O BNB nunca pode querer ser igual ao Bradesco, ele tem que ser diferente e muito melhor”.

Daí a idéia de um Banco misto: de um lado, a área comercial, disputando fatias de mercado e mostrando-se competitiva; na outra faixa, o setor desenvolvimentista, intrínseco ao BNB e que não pode ser esquecido, levando desenvolvimento ao Nordeste e sempre em busca de ainda mais melhorias para a região.

Outro ponto abordado na reunião foi que o Banco precisa apostar decisivamente em tecnologia de ponta para alavancar a Região. Foi acordado que é importante para o futuro do Nordeste criar dois núcleos tecnológicos: um na área de telemática, que engloba informática e comunicações; e outro pólo na seara da biotecnologia.

O conselheiro José Nicássio de Oliveira advertiu que para fortalecer o Banco é preciso “firmar nas pessoas a idéia de banco regional”, bem como a instituição Banco do Nordeste deve ser considerada “imprescindível” ao desenvolvimento da região. Oliveira afirmou também que o problema da escassez de recursos do Banco não deve ser encarado de forma negativa, mas devem ser buscadas soluções para a sua melhoria. Contudo, para o conselheiro, a prioridade máxima deve ser “desenhar já de hoje o Banco do Nordeste do futuro”.

Clarício dos Santos pontuou que o Banco, apesar de servir de incentivo ao desenvolvimento, não pode trabalhar simplesmente de modo assistencialista, mas de maneira estruturante. “O discurso puramente ideológico de amparar a pobreza é muito fraco”. Para Clarício, em um plano mais macro, o Nordeste - e o BNB por conseqüência - deveriam se espelhar em exemplos concretos que deram certo no que diz respeito a desenvolvimento com responsabilidade social e melhorias de vida da população sem cair na armadilha do assistencialismo. Ele cita os exemplos de Coréia do Sul, Malásia e o Vietnã atualmente.

Por fim, Soares propôs um seminário com a cúpula do Banco com o objetivo de esclarecer o que está sendo estudado e planejado para o documento em construção, “O BNB para um Nordeste melhor”. Seria uma oportunidade ímpar para expor o trabalho, podendo inclusive “haver concessão de ambas as partes”, conclui Soares.

Fonte: Assessoria de Comunicação da AFBNB
Última atualização: 14/08/2008 às 16:02:00
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