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Notícias

  11/08/2008 

Referendo confirma Evo Morales no cargo de presidente

LA PAZ (ANSA) - O presidente boliviano, Evo Morales, e seu vice, Álvaro García Linera, tiveram seus mandatos confirmados, segundo as primeiras pesquisas de boca-de-urna divulgadas após o referendo deste domingo. As primeiras projeções não-oficiais coincidem em afirmar que cerca de 60% dos votos nacionais foram favoráveis ao presidente Evo Morales - mais do que os 53,74% obtidos quando foi eleito em dezembro de 2005, confirmando-o no cargo.

As votações aconteceram entre as 8h e as 16h (horário local) deste domingo e foram acompanhadas por 300 observadores internacionais e 4 mil locais. Os eleitores bolivianos responderam a duas perguntas. A primeira: "Você está de acordo com a continuidade do processo de mudanças guiado pelo presidente Evo Morales Ayma e por seu vice Álvaro García Linera?". E a outra: "Você está de acordo com a continuidade das políticas, as ações e a gestão do prefeito de seu Departamento?".

Antes da divulgação dos resultados, Morales disse que se continuasse no cargo buscaria o consenso com as autoridades regionais e com os movimentos cívicos e sociais para a aprovação da nova Constituição.

"Se me ratificam, convocarei todas as autoridades ratificadas ou as novas autoridades para buscar consensos junto aos movimentos sociais, sejam sindicais ou cívicos, para que o povo possa aprovar uma Constituição Política do Estado boliviano", declarou o presidente boliviano, segundo publicou a Agência Boliviana de Notícias.

O presidente também insistiu durante as votações que o referendo deve propiciar um momento de "grande reconciliação" entre os bolivianos. Por outro lado, o ex-presidente boliviano Eduardo Rodríguez Veltzé avaliou antecipadamente que referendo traria apenas "mudanças marginais" e seus resultados manteriam "a polarização".

"O referendo poderia ter sido um exercício mais produtivo em termos de submeter à consulta temas substanciais e de maior interesse nacional, como a recondução da Assembléia Constituinte ou um regime de autonomias. Para o Governo será um respiro que permitirá recomeçar suas gestões", afirmou o ex-presidente ao jornal chileno La Nación.

Segundo as pesquisas de boca-de-urna, os principais prefeitos (governadores) da oposição - Rubén Costas (Santa Cruz), Mario Cossío (Tarija), Ernesto Suárez (Beni) e Leopoldo Fernández (Pando) também asseguraram a permanência em seus cargos. As pesquisas mostram também que três governadores tiveram seus mandatos revogados neste domingo. Os governadores opositores dos departamentos de La Paz, José Luis Paredes, e de Cochabamba, Manfred Reyes Villa, além do governista de Oruro, Alberto Aguilar, foram revogados no referendo, segundo as mesmas pesquisas.

Fonte: Revista Carta Maior, com informações da Agência ANSA.
Link: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15179
Última atualização: 11/08/2008 às 09:10:00
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