Hoje pela manhã, a diretoria da AFBNB se reuniu com funcionários da agência Fortaleza/Centro para discutir assuntos pertinentes ao próprio funcionalismo e aos interesses defendidos pela Associação.
O presidente José Frota de Medeiros iniciou a conversa abordando um tema de grande importância para o Banco: a Reforma Tributária. Para Medeiros, essa reforma é tão relevante quanto um processo constituinte. Segundo o presidente da Associação é preciso muito esforço para aprovar emendas à reforma porque “existe uma força política hegemônica” que quer extrair sempre as melhores condições e vantagens que a beneficiem. Medeiros assevera que o Sul e o Sudeste do País não querem permitir recursos diferenciados para o Nordeste, sendo que o Norte o Nordeste são as regiões mais deprimidas e desiguais do Brasil.
Quanto à campanha salarial, Medeiros foi taxativo: “não pode continuar assim”. De acordo com o presidente da AFBNB, não houve no sistema financeiro nacional um índice de produtividade maior do que do Banco do Nordeste nos últimos cinco anos. Na contramão dessa produtividade, o Banco vem apresentando um PCR bastante rebaixado, além de sucessivos acordos salariais mais rebaixados ainda.
O diretor de comunicação e cultura da Associação, Dorisval de Lima, conclamou o funcionalismo a participar mais ativamente das discussões em torno dos seus direitos. Segundo Lima, “falta pressão” dos funcionários para cobrar da diretoria do Banco que tome medidas cabíveis e prudentes em relação às demandas do funcionalismo. Lima também criticou o PCR rebaixado do Banco, assim como pontuou que atualmente “não se trabalha no BNB pensando em fazer carreira”, devido à defasagem salarial que vem ocorrendo.
Dorisval reiterou que os funcionários devem se empenhar na luta para a conquista de mais direitos e vantagens para o corpo funcional. De acordo com ele, nesses anos de governo Lula “não houve nenhum beneplácito” para os empregados do Banco. Segundo o diretor, “se aproveitarmos o momento, talvez consigamos algum avanço”.
Já o diretor administrativo, Assis Araújo, defendeu a luta pela preservação do BNB no enfrentamento das desigualdades regionais. Para Assis, a região nordestina apresenta uma concentração de renda alarmante. De acordo com o diretor, até mesmo na distribuição do FNE há concentração de recursos. Ele também falou sobre a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), esclarecendo que o funcionário tem que ser reconhecido pelo seu “lucro social”, que no caso seria trazer mais desenvolvimento a regiões pobres do Nordeste.
A AFBNB continuará realizando reuniões como esta em diferentes agências para: defender o BNB e o Nordeste; se inteirar das demandas do funcionalismo e levá-las à diretoria do Banco. Nosso compromisso é, de fato, com os funcionários e nesse propósito sempre lutaremos por mais conquistas e mais direitos a estes.
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