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Notícias

  10/07/2008 

Sindicato de Pernambuco denuncia trabalho escravo no BNB

A denúncia chegou via correio eletrônico ao Sindicato dos Bancários de Pernambuco. Veio de um trabalhador que há 26 anos presta serviço ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Mostra uma situação que, embora nem sempre com as mesmas proporções, se repete em vários outros bancos, federais inclusive. Trata-se do drama dos comissionados que, por conta da função que ocupam, passam a ser praticamente escravos da profissão. Segundo o relato, são gerentes-gerais, administrativos, operacionais, de negócios e de suporte a negócios, e agentes de desenvolvimento que trabalham de 10 a 14 horas por dia, sem receber pelas horas extras.

Sobre os gerentes-gerais, por exemplo, a carta afirma que, além de serem obrigados a executar as funções dentro das agências, eles fazem o relacionamento institucional da empresa e são constantemente convocados a eventos e reuniões incompatíveis com o horário de trabalho. "Eles praticamente não têm direito ao lazer, ao esporte, à prática da religião e até mesmo à convivência com a família. Têm uma péssima qualidade de vida. E, por carência de funcionários, quando estão na agência, executam tarefas que deveriam ser feitas por outro trabalhador", afirma o denunciante.

Já os gerentes administrativos têm sob sua responsabilidade o dinheiro da tesouraria; a contabilidade; os problemas funcionais dos outros trabalhadores, terceirizados e bolsistas; os recursos logísticos e patrimoniais; a segurança bancária; serviços gerais, como fornecimento de materiais e manutenção dos equipamentos; abertura e fechamento do expediente interno e externo da agência.

Eles seriam, também, uma espécie de síndico do prédio, já que são cobrados por problemas como "o conserto de um cano que vaza no banheiro, ou a troca de uma lâmpada que queima no fundo do quintal". "Uma função que seria de administrar, supervisionar, planejar fica prejudicada, já que o gerente executa um serviço que deveria ser dividido com várias pessoas", informa o trabalhador. E acrescenta: a média de trabalho destes gerentes é de 11 horas por dia, na maioria das vezes sem horário de almoço. Mas, nos períodos de pagamentos de INSS, a média sobe para 13 horas diárias.

Campanha contra o trabalho gratuito

É para combater distorções como estas que a Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) lançou em março último, durante a 33ª Reunião do Conselho de Representantes, a Campanha contra o Trabalho Gratuito e o Assédio Moral no BNB. A campanha ganhou caráter permanente, já que o problema é uma das principais bandeiras de luta da Associação.

Para a AFBNB, a extrapolação sistemática da jornada de trabalho, sem o devido pagamento das horas extras, configura-se como trabalho gratuito e deve ser amplamente combatida. Trabalhar além do horário deve ser exceção – e não regra. Mas a pressão pelas metas e o reduzido número de funcionários nas unidades praticamente obriga os funcionários a se submeterem à situação.

Com essa sistemática, o BNB fica com o bônus e os funcionários, com o ônus. A Instituição continua apresentando bons resultados, mas os principais responsáveis por isso continuam sacrificando sua qualidade de vida – e muitas vezes adoecendo, fato percebido pela diretoria da AFBNB durante as visitas feitas  às unidades, em diferentes estados, e que infelizmente envolve todos os segmentos do Banco, a exemplo de advogados, agentes de desenvolvimento etc.

“Os funcionários do Banco do Nordeste merecem respeito. Por isso, o fim da exploração do trabalho e do assédio moral é urgente, assim como a revisão da política de metas e da dotação de funcionários nas agências”, afirma o diretor de Comunicação e Cultura da AFBNB, Dorisval de Lima.

Fontes: SEEC-PE e AFBNB

Fonte: AFBNB, com informações do SEEC-PE
Última atualização: 10/07/2008 às 13:09:00
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