Desde que foi divulgado, na última sexta-feira, o Plano de Adequação de Funções tem gerado inúmeras dúvidas e reclamações por parte dos funcionários, que procuram a Associação para esclarecê-las. Diante disso, a diretoria sistematizou os principais questionamentos e encaminhou hoje à Superintendente de Desenvolvimento Humano do BNB, Eliane Brasil, a quem cabe esclarecer as dúvidas aos funcionários.
Apesar de ter sido apresentado como emergencial (paliativo) e, portanto, não solucionando inconsistências percebidas no Plano de Funções apresentado anteriormente, na avaliação da AFBNB o Banco deve prestar maiores esclarecimentos sobre a medida, com o devido detalhamento – de forma a dirimir as dúvidas do funcionalismo – e mesmo ter abertura para efetuar alterações no Plano de Ajustamento para corrigir os desníveis que permanecem, sobretudo quanto às funções gerenciais intermediárias (gerente executivo, gerente de negócios e gerente de suporte a negócios).
A AFBNB ressalta que o Plano de Adequação foi elaborado de forma unilateral pelo Banco, tendo sido apresentado às entidades representativas após enviado ao corpo funcional. Não foi, portanto, negociado nem dialogado com as entidades.
Quanto à proposta para o novo Plano de Funções em Comissão (PFC), a AFBNB espera que o Banco considere a grande expectativa de seu corpo funcional, procedendo com a celeridade necessária e que as questões apontadas pela base sejam respeitadas, contemplando a isonomia em todos os seus aspectos – entre funções gerenciais intermediárias (de negócios, executivos etc) desempenhadas na Direção Geral e nas agências, por exemplo; a retroatividade; a valorização das funções técnicas e sua compatibilidade com as funções do BNB como banco de desenvolvimento.
Confira os principais questionamentos
● É uma vergonha o que fizeram com os GSN, principalmente os GSN-PRONAF, hoje com tantas atribuições, com a maior carteira e a mais complexa do banco e uma comissão dessas! Vamos ganhar menos que muitas funções de 6h, sem falar das atribuições que nem se comparam.
● Os Gerentes Executivos, de Negócios e os de Suporte a Negócios tiveram aumentos aquém das suas responsabilidades e carga horária (8 horas/dia), principalmente comparando-se com funções de menor nível de complexidade, responsabilidades e carga horária (6 horas/dia). Embora o plano implantado tenha merecidamente priorizado as áreas “meio” e “técnicas”, indagamos o porquê de não se estabelecer critérios semelhantes para as áreas negociais e executivas (Gerentes de negócios, de Suporte a Negócios e Executivos), que são diretamente responsáveis pela realização de negócios e consecutivo auferimento de receitas do Banco.
● O presente ajuste no Adicional de Função em Comissão (AFC) do Plano de Carreira e Remuneração (PCR), com valores vigentes a partir de 1°/7/2008, conforme reunião da diretoria de 23.06.2008, além de não se aproximar do ideal, não leva em consideração o novo modelo de agências dividido por mercados, para as funções diferentes de gerente geral das agências. Em 2008 o Banco implantou uma nova sistemática de classificação para as agências, por mercados M1, M2, M3, M4 e M5, suprimindo o antigo PP, MP e GP. Como o Banco não aplica a isonomia em funções comuns na Direção Geral e Agências, os gerentes de negócios, gerentes executivos, gerentes de suporte aos negócios e assistentes de negócios estão com distorções nos valores das suas funções, como exemplo, temos os funcionários lotados em agência que não são M1 e estão com função de agência PP (extinta), sendo prejudicados ao receber o valor do menor nível da função. A correção deste erro é bastante simples, pois o mesmo critério foi aplicado aos Gerentes Gerais das Agências nesse novo plano, afinal de contas todos trabalhamos na mesma unidade e no mesmo mercado.
● Por que somente os Gerentes Gerais tiveram reajuste de acordo com o mercado da agência e as outras funções pelo porte?
● Hoje há três níveis para a função de agente de desenvolvimento, embora as atividades e complexidade da função seja a mesma. Assim sendo, solicitamos que o banco considere somente um nível para efeito de reajuste dentro do plano de adequação de funções, tendo como parâmetro o valor da função do AD no nível três. Isto enquanto a questão não é definida no novo plano de funções, quando esperamos melhorias substanciais.
● O que impede que o Banco corrija, no próprio Plano de Adequação, enquanto o Plano definitivo não é implementado, distorções referentes a valores de função também nas gerências intermediárias, a exemplo dos Gerentes de Suporte de Negócios?
Fonte: AFBNB |