O Sindicato dos Bancários do Ceará e a AFBNB se reuniram na tarde do dia 12/11, no Passaré, com um grupo de funcionários do BNB, para ouvir seus questionamentos em relação ao caso Cobra e também escutar os esclarecimentos sobre o que vem acontecendo na Instituição.
Na ocasião, os funcionários demonstraram revolta quanto às irregularidades que estão sendo observadas no Banco e cobraram de suas entidades representativas o encaminhamento de algumas propostas. Dentre elas, o SEEB/CE e a AFBNB devem questionar o fato de o chefe do Gabinete da Presidência (GAPRE), Kennedy Moura Ramos, não ter sido, também, afastado de suas funções enquanto o Banco realiza auditoria, já que ele é um dos principais envolvidos no caso. Além do afastamento, os funcionários pediram a abertura de um processo administrativo contra ele, já que ele fez acusações levianas contra os técnicos da Área de Tecnologia da Informação e os assediou moralmente. Deverá ser requerido, ainda, o posicionamento da Área de Recursos Humanos do BNB em relação ao comportamento do chefe do GAPRE.
Os funcionários também questionaram que o contrato anterior de locação de mão-de-obra com a Unisys tinha um custo mensal inferior a R$ 800.000,00 e comportava a contratação de 140 profissionais. Já o novo contrato assinado, sem licitação, atinge um montante mensal superior a R$ 1.100.000,00, embora contemple apenas 120 funcionários. Por isso, eles querem esclarecimentos sobre o contrato com a Cobra S.A., que teve oito das suas nove cláusulas suspensas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
As propostas deverão ser encaminhadas ao presidente do Banco, Roberto Smith, em reunião na próxima terça-feira, 23/11, às 17h, no Passaré. |