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Notícias

  26/06/2008 

Políticas ainda são escassas contra desigualdades regionais

O crescimento econômico vivido pelo Brasil instiga a criação de uma nova política de desenvolvimento

Apesar de a economia nacional viver hoje uma nova fase, com o cenário apontando para um crescimento responsável, ainda faltam, na prática, mecanismos suficientes para minimizar as desigualdades regionais. O momento instiga a criação de uma nova política de desenvolvimento econômico e regional para o País.

A avaliação é compartilhada pelo presidente do BNB, Roberto Smith, e a diretora de Estudos Regionais e Urbanos do Ipea, Liana Carleial. Ambos participaram ontem de mesa redonda sobre Desenvolvimento Regional, no PEC Nordeste. O evento, com foco no agronegócio, termina hoje, no Centro de Convenções.

Segundo eles, há vários fatores que provam o bom desempenho econômico: tendência de redução do custo de capital com propensão de crescimento do nível de investimento; menor vulnerabilidade externa; macroeconomia sob controle; mercado de capitais saindo do marasmo; crescimento da taxa de empregos formais; redução das desigualdades entre pobres e ricos e revigoramento democrático com base em políticas de inclusão social.

Mas, para Carleial, ainda há muito o que fazer. ´Um dos compromissos da Constituição de 88 era a redução das desigualdades regionais, que, nos últimos 40 anos, agravaram-se. Necessitamos de políticas de coesão regional para impedir a fragmentação dos municípios mais pobres; da ação mais integrada do Estado e da iniciativa privada; e da recuperação do pacto federativo´, defende.

Preconceito

Além dos entraves políticos e institucionais apontados pela diretora do Ipea — passagem do cenário de guerra fiscal para a cooperação entre estados; falta de recursos e distância entre Estado e iniciativa privada —, Roberto Smith vê no preconceito a maior barreira para o desenvolvimento nordestino e sua conseqüente equiparação regional.

´O BNB precisa evoluir, aumentar capital, mas tudo é visto com ressalvas. O preconceito tem que ser enfrentado. Não temos pires na mão, mas competência e muitas potencialidade. Precisamos reverter esse conceito´, aponta Smith.

Referência na concessão de microcrédito, o presidente do BNB afirma que a instituição vem sofrendo concorrência desleal por parte de outros bancos, que estariam se apropriando de sua carteira de clientes e ´expandindo crédito de forma descompromissada´.

´Enquanto trabalhamos com uma taxa de juros de 1,8%, eles aplicam 5%´, afirma Smith, segundo quem os micro e pequenos empresários ainda não são reativos a taxas de juros. Na prática, eles se baseiam mais no valor da parcela do que no total do financiamento, chegando a pagar bem mais caro.

Com 300 mil clientes no microcrédito, o BNB ampliará sua área de atuação a partir de 1º de novembro. As projeções indicam que o Crediamigo deverá atingir R$ 1 bilhão em contratações em 2008.

Fonte: Diário do Nordeste

Última atualização: 26/06/2008 às 10:25:00
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