Decepção e revolta. Foi com esses sentimentos que lemos a notícia publicada na Coluna Política do último dia 17, relatando a reação da Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, durante reunião com o deputado federal Ariosto Holanda e Pedro Lapa (diretor de Gestão do Desenvolvimento do BNB), na qual se discutia questões ligadas ao biodiesel. A certa altura da conversa, quando o representante do BNB colocou a instituição à disposição para organizar e financiar a produção familiar em torno do manejo da mamona, a ministra teria reagido da pior maneira possível e tratou o Banco com imenso desdém e má educação. Algo do tipo: “E o BNB serve para alguma coisa?”
Ministra, o Banco do Nordeste é o maior banco de desenvolvimento regional da América Latina. Atende a 1989 municípios, em 11 estados (além dos estados do Nordeste, o norte de Minas Gerais e o Espírito Santo). Seus produtos e serviços são voltados para a melhoria dos indicadores econômicos e sociais da região Nordeste. O programa de micro-crédito do Banco – o Crediamigo – é o maior programa de microcrédito produtivo orientado do país, com o diferencial de acompanhar e orientar o empreendedor na aplicação do recurso, além de simplesmente facilitar o acesso ao crédito.
É o maior responsável pela aplicação dos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf); é produtor e difusor de conhecimento, através do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (ETENE) e do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci).
Dilma Roussef, enquanto Ministra Chefe da Casa Civil, deveria estar mais bem informada. Afinal, a Casa Civil é o órgão da Presidência da República que tem entre suas competências avaliar e monitorar a ação governamental e os órgãos e entidades da Administração Pública Federal. Em teoria, portanto, deveria conhecer o Banco do Nordeste.
A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB) lamenta profundamente o desconhecimento da Ministra e espera no mínimo que Dilma se retrate com os nordestinos, que têm no Banco do Nordeste um braço do Governo Federal para o desenvolvimento.
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