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Os banqueiros criaram mais uma forma de promover a exclusão de clientes e de transferir o trabalho humano para as máquinas, com a substituição dos boletos de papel pelos virtuais. A medida, segundo a Febraban, vai reduzir custos e tem como objetivo eliminar o papel devido “à preocupação com o meio ambiente”. Os clientes que não têm computador e não sabem manusear corretamente o auto-atendimento são os mais prejudicados com a decisão dos bancos de só receber os boletos para pagamento de impostos e encargos municipais pela internet, terminais eletrônicos, por telefone e débito automático. A mudança promove ainda o distanciamento dos clientes com os caixas, além de transferir as atribuições dos profissionais para aparelhos eletrônicos, diminuindo assim a quantidade de funcionários nas agências. Além de sacrificar os clientes, a decisão da Febraban representa uma ameaça preocupante ao conjunto da categoria, pois significa a possibilidade concreta de demissões. O pior é que ainda tenta enganar a opinião pública, querendo justificar a atitude com o argumento de preocupação com o meio ambiente. Insegurança bancária Os crescentes números de assaltos em bancos e seqüestros de gerentes bancários viraram motivos para criação de uma lei. A idéia surgiu do Ministro da Justiça, Tarso Genro, que planeja enviar para o Congresso uma lei federal que garanta a segurança nas agências bancárias. Com a lei, Genro pretende criar padrões técnicos para proteção dos bancos e regras para organizar e definir o trabalho de cada profissional de segurança, além do treinamento de bancários pela Polícia Federal. De acordo com o ministro, o país vive uma anarquia legislativa, no que diz respeito à segurança, visto que cada município tem a própria legislação para tratar do assunto, o que traz desigualdades no tratamento do tema.
Fonte: Sindicato dos Bancários da Bahia |