Fale Conosco       Acesse seu E-mail
 
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras


Notícias

  06/06/2008 

Reflexões: NE

Contando com cerca de 30% da população brasileira, o Nordeste concorre com apenas 14% para a formação do PIB nacional, sendo a renda ´per capita´ regional equivalente a somente 48% da renda ´per capita´ do País como um todo. Enquanto no Brasil 35% da PEA (População Economicamente Ativa) percebem mensalmente até 1 salário mínimo, no Nordeste a percentagem dessa categoria é da ordem de 60%. Cerca de 50% dos analfabetos do País estão no Nordeste. A expectativa de vida ao nascer do nordestino é de 55 anos, bem inferior aos 72 anos estimados para o País. Eis um quadro que torna irrefutável o profundo desequilíbrio entre a Região Nordeste e outras regiões do País.

Sem a pretensão de formular tese sobre a questão, indiscutivelmente muito complexa, porém objetivando apresentar elementos para reflexões e debates, gostaríamos de identificar alguns fatores que, por si ou associadamente, poderão explicar em grande parte tais desigualdades. Permitam-me fazê-lo na forma de questionamento.

Serão as desigualdades entre as regiões do Brasil uma conseqüência insuperável de estigmas históricos ou fatalidades irreversíveis, explicáveis por algumas formas de determinismos geográficos e/ou culturais? Poderão tais desigualdades ser explicadas pela formulação schumpeteriana do ´Espírito Empresarial´, incipiente e, portanto, incapaz de promover o crescimento autógeno da região? Serão as atuais desigualdades frutos de uma omissão governamental que permitiu, ao longo do tempo, o alargamento do fosso entre as regiões?

Ou, por tudo isso, será que as desvantangens comparativas regionais impuseram ao Nordeste um alto custo econômico financeiro ao seu desenvolvimento, responsável pela inefiência e ineficácia das ações governamentais até então posta em prática. É provável e quase certo que a situação atual é resultado da interação de todos esses fatores restritivos. Por sua vez, no dia em que o Brasil tiver uma sociedade econômica e socialmente justa, a questão nordestina estará resolvida, estando por trás de tudo o fator político.

GONZAGA MOTA
Professor e economista
Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Última atualização: 06/06/2008 às 10:15:00
Versão para impressão Diminuir tamanho das letras Voltar Página inicial Aumentar tamanho das letras

Comente esta notícia

Nome:
Nome é necessário.
E-mail:
E-mail é necessário.E-mail inválido.
Comentário:
Comentário é necessário.Máximo de 500 caracteres.
código captcha

Código necessário.
 

Comentários

Seja o primeiro a comentar.
Basta preencher o formulário acima.

Rua Nossa Senhora dos Remédios, 85
Benfica • Fortaleza/CE CEP • 60.020-120

www.igenio.com.br