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Notícias

  04/06/2008 

Seminário sobre assédio moral emociona e faz pensar

Debates de alto nível, palestras reveladoras e participação intensa do público. O saldo do Seminário sobre Assédio Moral e Saúde do Trabalhador promovido pelo Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte, com o apoio da Conlutas, não poderia ser mais positivo. O evento ocorreu dia 30 de maio, sexta-feira, no auditório do SESC-Centro, em Natal.
 
Antes, durante e após o evento, a direção do Sindicato viu confirmada a certeza de que deu um passo importante na construção de ações em prol do combate à exploração no trabalho. De fato, o objetivo do Seminário foi alcançado: trazer o tema para o debate público e, principalmente, sensibilizar profissionais da área que atuam com vítimas da exploração no trabalho, além de contribuir para a humanização dos atendimentos.
 
O Seminário superou a expectativa de público da direção do Sindicato e agregou bancários, estudantes, representantes de entidades sindicais, associações, e trabalhadores e trabalhadoras que sofrem ou já sofreram assédio moral.
 
O funcionário da empresa Vale do Rio Doce, Wellington Farias, se emocionou durante a palestra da médica e mestre em psicologia social, Margarida Barreto, sobre “Assédio Moral no Trabalho e suas Implicações na Saúde do Trabalhador”. Durante o debate, a especialista citou um caso cruel de assédio moral praticado por uma grande empresa de São Paulo que trancou uma funcionária dentro de um galpão por várias semanas. “Essa trabalhadora era chamada pelos colegas de ratazana”, afirmou para o espanto do público.
 
O exemplo mexeu com Wellington que resolveu falar e acabou indo às lágrimas diante do público. “A senhora falou a história da funcionária que ficou trancada num galpão e lembrei, na hora, que fizeram a mesma coisa comigo. Sou funcionário da Vale do Rio Doce e passei por tudo isso. Em Belém, na mesma empresa, sofri um acidente de trabalho, fui atendido pela médica do trabalho da empresa e ela nunca assinou a CAT”, afirmou.
 
Após o depoimento, Farias revelou à reportagem que se sentia mais aliviado. “Esperei cinco anos para criar coragem e falar. Esse foi meu primeiro depoimento desde que aquilo aconteceu comigo”, disse.

Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
Última atualização: 04/06/2008 às 13:41:00
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