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Notícias

  27/05/2008 

Brasileiro gasta quase metade da vida para pagar impostos

No Brasil, paga-se imposto quase tanto quanto se vive. Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário relaciona: a expectativa de vida atual do brasileiro é de 72,3 anos; desses, 29,29 anos são gastos no pagamento de tributos. A reforma tributária, em discussão no País, não deve diminuir a carga, projeta o Instituto.

É uma corrida sem fim, marca o "impostômetro". O curioso aparelho, acessível no site www.impostometro.com.br, contabiliza o total de impostos pagos pelos brasileiros. Da parte de cá: entre 1º de janeiro a 26 de maio deste ano, os cearenses já pagaram ao Estado mais de R$ 2,013 bilhões em tributos - centavos aumentam esse valor, a cada segundo. Isso significa também, conclui o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que a carga tributária sobre renda, consumo e patrimônio representa 148 dias de trabalho do brasileiro. É como se o brasileiro tivesse trabalhado, de janeiro até ontem, apenas para prestar contas com os governos federal, estadual e municipal.

A carga tributária nacional é um peso que o cidadão suporta boa parte da vida. Uma pesquisa do IBPT (www.ibpt.com.br), divulgada em abril, relaciona dias e anos trabalhados para pagar impostos e conclui: "Em 2008, o brasileiro nasce condenado a trabalhar metade da sua via para pagar tributos". Segundo cálculos do IBPT, a expectativa de vida atual do brasileiro é de 72,3 anos e a expectativa de pagamento de tributos é de 29,29 anos. "Em 108 anos", soma o estudo, considerando desde o início do século XX até aqui, "a expectativa de vida do brasileiro cresceu 116%, enquanto que a expectativa de pagamento de tributos aumentos 245%".

"Sistematicamente, essa carga tributária vem aumentando", observa o tributarista João Eloi Olenike, diretor-técnico do IBPT. A matemática nacional é simples: os governos gastam, e o cidadão paga a conta. "De Sarney para cá, tem-se aumentado muito os gastos públicos. E a forma mais fácil para o governo conseguir recursos são os impostos", soma Olenike. Para o professor de contabilidade e planejamento tributário, não vai haver uma reforma tributária que diminua a carga de 61 tributos atuais. "A reforma vai apenas simplificar o recolhimento de impostos".

A tributação, explicita o IBPT, incide sobre os rendimentos (salários, honorários, etc), o consumo e o patrimônio. No caso dos rendimentos, paga-se, principalmente, Imposto de Renda e contribuições previdenciárias (como o INSS) e sindicais. Já os impostos sobre o consumo, incluídos nos preços de produtos e serviços, são uma sopa de letras: PIS, Cofins, ICMS, IPI, ISS... Outras combinações do gênero atingem o patrimônio: IPTU, IPVA, ITBI, ITR... Pagar é preciso. O estudo do IBPT projeta mais peso nas costas do brasileiro (veja quadro). A carga tributária vai chegar a 50,09% da renda bruta do cidadão, em 2020. O que os especialistas alertam é para a necessidade de "uma conscientização dos contribuintes", sublinha João Olenike: "Os cidadãos precisam cobrar a boa aplicação desses recursos".

EMAIS

Em 2003, o contribuinte brasileiro retirou, da renda bruta, 36,98% (média) para pagar tributos embutidos em produtos, serviços, patrimônio, etc. Em 2005, comprometeu 38,35% dos ganhos. Ano passado, 40,01%. A projeção para 2008 é de uma fatia maior: 40,51%.

O cidadão tem que trabalhar quatro meses e 27 dias somente para pagar essa carga tributária. Veja-se outras décadas: 1970 - dois meses e 16 dias, 1980 - dois meses e 17 dias, década de 90 - três meses e 12 dias.

A situação do "viver para trabalhar" não é tão diferente em outros países. Na Suécia, por exemplo, o cidadão trabalha 185 dias para pagar impostos. Na França, 149 dias. Na Espanha, 137 dias. Nos EUA, 102 dias. No Brasil, trabalha-se menos que na Suécia e na França. A diferença talvez esteja na aplicação dos recursos. No retorno para a sociedade.

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 27/05/2008 às 11:05:00
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