Na próxima quarta-feira (dia 28), as centrais sindicais e demais organizações dos trabalhadores organizarão uma série de atos, manifestações e protestos no dia dedicado à Luta pela redução da jornada sem redução de salários e de direitos. Segundo dirigentes da Conlutas, a redução da jornada possibilitaria a geração de 2,2 milhões de novos empregos em todo o país. Essa alternativa, entretanto, de nada serviria se acompanhada de redução de salários e de direitos.
Além dessa bandeira, nesse dia os trabalhadores também exigirão do Governo o fim do fator previdenciário.
A CUT acredita que "da mesma forma que em 1988 conseguimos a redução da jornada para 44 horas semanais, lutamos para conquistar as 40 horas de jornada constitucional, que nos permitirá mais tempo para o lazer, o convívio familiar e o estudo. Isso representa mais qualidade de vida, mais saúde e segurança no trabalho".
Para o Conlutas, a mobilização é necessária para chamar atenção para alguns pontos que não são abordados quando se comemora o crescimento econômico brasileiro. "Nos últimos anos comemora-se o crescimento da economia. O governo Lula propaga essa vitória. Os empresários e banqueiros estão felizes, afinal, estão lucrando com nunca. Já os trabalhadores não obtiveram melhorias reais em seu nível de vida. A maior parte dos novos empregos vem acompanhada de baixos salários, perda de direitos, precarização do trabalho e crescimento de acidentes de trabalho. Isso é superexploração. Por isso, é preciso dar um basta!"
Para a Conlutas, uma das formas de precarização do trabalho está na forma de banco de horas. "Uma das formas encontradas pelos patrões para aumentar o lucro é o banco de horas. Com ele, a mão-de-obra do trabalhador pode ser “ajustada” de acordo com as condições de produção. Já não há mais uma jornada fixa. Trabalho aos sábados e domingos e jornadas de 10 ou 12 horas tornam-se comuns. As empresas passam a ter total controle sobre a vida do trabalhador, podendo ordenar que ele trabalhe mais horas ou fique em casa de acordo com a demanda. Esse recurso é usado em diversos setores, através de acordos com sindicatos pelegos". A redução da jornada, com garantia de direitos e contratação de novos trabalhadores acabaria com essa armadilha na qual muitos ainda são obrigados a cair.
Assessoria de Comunicação da AFBNB, com informações da Conlutas e CUT |