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Notícias

  15/05/2008 

Mais Bancários, Menos Filas: Seeb Pará e Amapá lançam campanha hoje

O Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá inicia nesta semana a campanha “Mais Bancários, Menos Filas: bancários e clientes unidos contra a ganância dos banqueiros”. O lançamento foi na manhã de hoje, em frente às agências do Unibanco e do Banco Real, na XV de novembro, Centro de Belém.

A campanha é voltada aos Bancos públicos e privados e reforça uma das principais reivindicações da categoria bancária e dos clientes dessas empresas: a melhoria do atendimento em agências e postos bancários.

Nos últimos anos, o aumento do número de agências bancárias tem sido constante em todo país, sendo que o mesmo não ocorre com o número de trabalhadores. Esse é o principal fator da precarização do atendimento bancário e da insatisfação entre os usuários.

Bancos lucram mais - As instituições bancárias brasileiras batem recorde de lucros a cada ano e com a crise imobiliária nos Estados Unidos assumiram, pela primeira vez, as primeiras colocações no ranking de maiores lucros do sistema financeiro internacional.

Estudo da consultora Economática revela que no quarto trimestre de 2007, Bradesco e Itaú só lucraram menos que os americanos Goldman Sachs, JPMorgan e Wells Fargo, em toda as Américas. O Banco do Brasil ficou em nono lugar na lista e o Unibanco ocupou a 12ª posição.

Uma nota técnica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos), publicada em outubro do ano passado, sobre o lucro recorde das seis maiores instituições bancárias do país no primeiro semestre de 2007, mostra que Banco do Brasil, Caixa Econômica, Itaú, Bradesco, ABN Real e Unibanco somaram juntos um lucro líquido de R$ 14,9 bilhões, 60% do lucro total do sistema financeiro nacional. Ao final de 2007, o lucro desses bancos foi de R$ 45,390 bilhões, 35,9% a mais que em 2006.

A principal fonte de faturamento dessas empresas foram as tarifas bancárias, responsáveis por um saldo positivo de R$ 55,975 bilhões, 17,7% a mais que em 2006. Outra fonte de lucros do setor está na carteira de crédito, que cresceu 27,6% e chegou a R$ 734,273 bilhões no final de 2007. A receita dos bancos com a cobrança de juros dos seus empréstimos somou R$ 179,191 bilhões, alta de 17,4% na comparação de 2006.

Agora nesse primeiro trimestre de 2008 os bancos voltam a bater recordes de lucros, vide os balanços recém divulgados do Bradesco (R$ 2,102 bilhões, crescimento de 23,3% sobre o mesmo período de 2007) e Unibanco (R$ 741 milhões, aumento de 27,5% em relação ao mesmo período em 2007).

E contratam menos - Em contra partida, as despesas do setor com sua folha de pagamento crescem numa velocidade menor do que a observada nas suas principais fontes de receita. Em 2007, esses gastos somaram R$ 43,742 bilhões, alta de 12,9% em relação a 2006. O número de funcionários empregados nas instituições financeiras ficou praticamente estável nesse período: em 2006 a soma foi de 435 mil trabalhadores, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego e da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Isso mostra que os lucros astronômicos dos Bancos estão na contramão das contratações. É por isso que já virou rotina entre os bancários a acumulação de funções, a extrapolação da jornada de trabalho sem remuneração, as doenças adquiridas no trabalho (principalmente a Ler/Dort), a imposição de metas abusivas de trabalho para produção de lucro aos Bancos, os casos de assédio moral e de agressões verbais e físicas por parte de clientes insatisfeitos e indignados com o serviço prestado nas agências e postos bancários.

Mas isso não é mostrado nas belas propagandas de bancos que “salvam” o planeta ou “protegem” as florestas brasileiras. A falta de bancários nas agências faz com que o cliente fique insatisfeito com as enormes filas e quem paga o preço, literalmente, é a sociedade.

“A ampliação do quadro funcional nos Bancos públicos e privados é essencial para melhoria na qualidade do atendimento a população. É por isso que bancários e clientes estão juntos nessa luta contra a ganância dos banqueiros e em defesa dos interesses do povo brasileiro”, afirma Alberto Cunha, presidente do Sindicato dos Bancários PA/AP.

Contatos:

Alberto Rocha Cunha (Presidente do Sindicato): 9983-6492
Maria Gaia (Diretora de Comunicação): 9112-7462
Allan Tomaz (Assessoria de Imprensa): 8150-6959 / 3344-7756
Carol Cassiano (Assessoria de Imprensa): 8102-2125 / 3344-7756
Dafna Goldman (Assessoria de Imprensa): 8144-5335.
Ticiane Rodrigues (Assessoria de Imprensa): 8171-4184.

Última atualização: 15/05/2008 às 10:46:00
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