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Notícias

  10/11/2004 

Caso Cobra gera crise interna e BNB afasta funcionários

A polêmica com o Tribunal de Contas da União (TCU) em torno da contratação da empresa Cobra Tecnologia S.A., sem licitação, para substituir a Unisys, em um contrato de R$ 130 milhões, gerou uma crise interna no Banco do Nordeste do Brasil com o afastamento de cinco altos funcionários gestores da área de tecnologia do banco. O afastamento dos empregados ocorreu no dia 22 de outubro e foi abafado pela diretoria do banco. Desde o dia 25 de outubro, o banco abriu uma auditoria para apurar responsabilidades. Os funcionários são acusados de repassar informações sigilosas ao TCU, entre outras acusações.

Segundo a Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), os funcionários foram afastados arbitrariamente, a pedido do chefe de gabinete da instituição, Kennedy Moura Ramos. “Após ser interpelado pelo TCU, o BNB está responsabilizando cinco gestores, ao invés de fazer a apuração com transparência e punir os verdadeiros envolvidos”, informa a AFBNB, em nota oficial. “Além de baixa produtividade e fraudação de documentos referentes à propostas administrativas, o chefe de gabinete do BNB fez acusações sérias, sem provas. Os funcionários foram qualificados de relapsos, negligentes e acusados de recebimento de propinas da empresa de informática Unisys. Na proposta de atualização do computador central a IBM teria destinado R$ 2 milhões aos responsáveis pela contratação”, diz a associação.

A assessoria de imprensa do banco confirma os desligamentos, mas prefere não tecer maiores comentários. “Como não existe culpa formada, mas apenas uma sindicância para apurar esclarecimentos sobre determinados fatos, para uma administração como a nossa não existe política de perseguição contra ninguém. A prova maior foi que não perseguimos ninguém que estava à frente da última administração. Portanto, todos devem retornar a seus postos. Falar é um direito inalienável de cada cidadão e uma garantia constitucional para a efetividade da democracia”, informou o BNB. Apesar de afastados, os empregados mantém seus cargos e funções, sem perdas salariais.

Segundo a AFBNB, a situação da contratação causa vexame ao banco. “Não compreendemos porque não houve uma licitação. O projeto básico foi elaborado pela área competente e analisado pela auditoria interna e assessoria jurídica”, sustenta a associação.

Fonte: Jornal do Commercio (edição de 08/11/2004)

Última atualização: 10/11/2004 às 12:43:00
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