Os funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal terão um dia decisivo nesta terça-feira, 9/11. Os dois maiores bancos públicos do país voltam à mesa de negociações com a Executiva Nacional dos Bancários para mais um capítulo da histórica Campanha Salarial deste ano. As negociações começam no final da manhã, às 11h, com o BB, e prosseguem a partir das 15h com a Caixa.
A expectativa tanto da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil como da Comissão de Organização dos Empregados da Caixa (CEE/Caixa) é que os diálogos avancem e os dois bancos apresentem uma proposta que tenha como patamar mínimo a última apresentada pelas direções.
“Desde o julgamento do dissídio cerca de cinqüenta cláusulas do acordo coletivo ficaram em suspenso e na última negociação o BB avisou que elas estão excluídas. Não vamos aceitar que por R$ 1.000 de abono o banco jogue no lixo todos estes benefícios já negociados, nem que para isto a gente precise retomar a greve”, afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa do BB.
Já o coordenador da CEE/Caixa e secretário de Saúde da CNB/CUT, Plínio Pavão, ressaltou que este é o primeiro encontro entre os empregados e a direção do banco desde que a greve foi suspensa e o dissídio julgado. “Não vamos admitir a exclusão de nenhuma das cláusulas já negociadas. Estamos indo para a negociação com a Caixa na certeza de que a última proposta apresentada seja a base das conversas”, destacou.
Para os funcionários do BB, a negociação desta terça já é a segunda rodada desde que as conversas foram retomadas. Na sexta-feira passada, o Banco do Brasil rebaixou a proposta e rasgou tudo o que foi negociado em mais de quatro meses de Campanha Salarial. “O BB está apostando no confronto com o funcionalismo. A direção excluiu todas as cláusulas, desde o reajuste que mudaria a curva do PCS até a PLR e a cesta-alimentação extraordinária passando pelo aumento de todos os benefícios”, detalhou Marcel.
Plínio espera que a primeira negociação com a Caixa seja diferente do Banco do Brasil. “Se a Caixa pensa em excluir qualquer cláusula já negociada vai entrar em confronto com os empregados”, avisou. Para preparar a negociação, a Executiva Nacional dos Bancários e a CEE Caixa reúnem-se às 10h.
O dissídio – Desde o início da greve histórica dos bancários, em 15 de setembro, a Executiva Nacional evitou o dissídio por entender que ele é prejudicial. Mas a Contec, aliada a parte do movimento sindical que se auto-intitula revolucionária, ajuizou o dissídio, dividiu a Campanha Unificada e rebaixou a proposta.
No último dia 21 de outubro, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisou o dissídio do Banco do Brasil e da Caixa. Por unanimidade, os ministros mantiveram o índice de reajuste de 8,5% para todos e mais R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500 e concedeu um abono de R$ 1000.
Como não se manifestou sobre as demais cláusulas, o Banco do Brasil excluiu todas sob a alegação de que os funcionários foram compensados pelo abono do TST. Já a Caixa, volta a negociar nesta terça, mas as cláusulas estão em suspendo também.
Fonte: CNB/CUT |