Reunidos em Recife na 33ª Reunião de Representantes da AFBNB, os colegas eleitos democraticamente nas suas unidades de trabalho votaram por unanimidade o desacordo com o “Ponto Eletrônico” e o “Banco de Horas” apresentado pelo BNB. “Esse ponto eletrônico não é nada mais que um alarme” respondeu a plenária durante a apresentação da proposta.
Fruto de uma exigência da categoria, o ponto eletrônico deve ser implantado no sentido de coibir o assédio moral e a extrapolação da jornada de trabalho, possibilitando o travamento do computador do usuário ao final do seu expediente, sendo somente possível acessá-lo novamente se o gestor autorizar, contando assim tempo para pagamento de horas-extras. Infelizmente a proposta do banco não inclui o travamento das unidades, permitindo que o funcionário trabalhe sem receber horas-extras mesmo após o fim do seu expediente.
Foi discutido também, no encontro, a questão do banco de horas, que é na realidade uma medida que visa a flexibilizar os direitos dos trabalhadores, garantindo mais lucro para a empresa. O banco de horas coloca o funcionário à mercê da agenda e das “necessidades” do empregador, subordinando assim a própria vida pessoal do empregado. Além disso, abre espaço para a extinção do pagamento de horas extras, como também a não convocação de novos funcionários.
Como exemplo de combatividade e consciência classista, os Representantes presentes à 33ª RCR se colocaram contra esse modelo de ponto eletrônico e ao banco de horas. Cabe agora aos funcionários do BNB rejeitarem também tal proposta e exigirem um ponto eletrônico que realmente venha a coibir o trabalho gratuito e o assédio moral.
Fonte: Assessoria de Comunicação da AFBNB |