Entidades de movimentos populares realizam um dia nacional de luta em 28 de março. As ações serão desenvolvidas em inúmeros estados do país para denunciar as condições miseráveis de vida e cobrar soluções ao governo a essa situação degradante pela qual passam as camadas sociais mais carentes.
“São milhares de favelas, de cortiços, de áreas de risco em que vivemos indignamente. São milhares de trabalhadores e trabalhadoras desempregados, informais ou trabalhando em situação de extrema precariedade, submetidos à grande exploração que lhes arranca o sangue, o suor e, às vezes, a lágrima. São milhares, transportados no caos da cidade como gado, de crianças sem creche, de jovens e adultos sem educação pública com um mínimo de qualidade”.
Com este grito, os movimentos populares irão denunciar a situação dos que são as maiores vítimas da exclusão social provocada pelo modelo neoliberal, que beneficia grandes bancos e empresas que dominam o capital.
“Ao povo sobram migalhas, apresentadas num jogo de ilusões como grandes políticas públicas. Os vultuosos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) tem alegrado muito mais os empresários da construção civil e do ramo imobiliário do que o povo que necessita de moradia. Uma Política de Reforma Urbana que tenha como prioridade os interesses populares nunca foi agenda de nenhum governo e Lula apenas aprofundou este caminho, que mata pela violência, pela fome, pelo cansaço, pela enchente, pela falta de habitação, etc. O Ministério das Cidades e seus “espaços de participação”, apresentados como avanços na efetivação de uma política urbana democrática, não representaram nenhum grande passo na solução de nossos problemas. Ao contrário, reproduzem uma forma burocrática e elitista de se tratar as questões urbanas”.
MTST, MUST e Quilombo Urbano do Maranhão estão entre os organizadores da mobilização.
Nesse dia de luta vão cobrar do governo soluções para os problemas de habitação, infra-estrutura urbana e serviços no país, por meio da divulgação de um manifesto nacional assinado por diversas entidades.
Entre as bandeiras estão:
- Uma política habitacional popular baseada em subsídios, com valor adequado à realidade das metrópoles, sem o entrave burocrático e elitista dos financiamentos bancários. Que o Governo Federal desenvolva uma política nacional de desapropriações de terrenos e edifícios urbanos que não cumprem função social, destinando-os às demandas populares organizadas.
- Uma política nacional integrada de transporte urbano público gratuito, de qualidade, priorizado em relação ao transporte individual, que tem levado as metrópoles ao caos.
- Uma política de educação que crie creches públicas geridas em conjunto com as mães, que valorize os professores e profissionais da educação, que qualifique o ensino não apenas visando o mercado mas a consciência crítica e social dos alunos.
- Controle restritivo das taxas cobradas por serviços públicos básicos como água e energia elétrica, garantindo a aplicação de Tarifas Sociais previstas na lei.
-Políticas de geração de trabalho e renda que dêem alternativas sociais e não policiais aos trabalhadores informais. Fonte: Conlutas
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