A Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste (AFBNB), através de seu Conselho Técnico, está preparando, para este ano de 2008, um documento diagnóstico que aponta perspectivas, soluções e caminhos a trilhar para um novo Banco, intitulado “O BNB POR UM NORDESTE MELHOR”.
A AFBNB busca desenvolver o trabalho em parceria com o BNB, pois entende que é igualmente de interesse da instituição bancária manter a sua imagem de banco desenvolvimentista e regional perante a sociedade e a classe política. Todavia, a atual diretoria do Banco não se mostra muito transigente a esse propósito. É tarefa espinhosa agendar uma reunião com o senhor Roberto Smith. Portanto, com esta matéria, além de ampliar o conhecimento do projeto em pauta também ao corpo funcional, a AFBNB pretende conseguir um maior diálogo com a direção do Banco do Nordeste no que se refere ao seu engajamento nesse assunto, que é de convergência entre a instituição e a Associação.
Há alguns elementos que se destacam como centrais para a concepção do novo BNB. De antemão, é deveras relevante que o Banco se reafirme como instituição voltada para o desenvolvimento, furtando-se, desse modo, de políticas concebidas sob a ótica que visa estritamente a aplicar sem critérios, abstraindo-se dos objetivos sociais do crédito de um banco de fomento.
Um outro ponto importante é a renovação do pacto de solidariedade regional, principalmente agora com a recriação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O Conselho Técnico da AFBNB defende que as entidades ligadas ao desenvolvimento regional nordestino unam-se neste intento e restabeleçam uma consciência regional que exceda a questão do defensivismo contra as secas e do vezo reivindicatório. Nessa corrente, a AFBNB propõe que o BNB desenvolva parcerias e co-projetos com Sudene, Estados, Municípios, Universidades, lideranças políticas e empresariais para reviver esse pacto – tão em voga desde a criação do Banco, mas que se esvaiu com a extinção da Sudene e, principalmente, com a corrida dos bancos oficias para adequarem-se aos novos padrões neoliberais de produção e competitividade.
Um terceiro fator central do novo BNB seria uma larga desburocratização de suas atividades, o que acarretaria, indubitavelmente, uma guinada considerável na sua eficiência operacional. O quarto fator-chave se sustenta na questão dos recursos humanos. As empresas modernas – com o mercado competitivo atual – não podem, de forma alguma, prescindir de funcionários capacitados, motivados e com bom nível educacional. As políticas para o quadro funcional do Banco devem, portanto, primar por estes três pilares: capacitação, motivação e educação.
Por fim, outra matéria de caráter decisório diz respeito à questão financeira do BNB. O capital social do Banco precisa ser aumentado. Nesse sentido, propomos uma força-tarefa para pressionar o Governo Federal a destinar um maior volume de recursos adicionais da União ao Banco, bem como é vital para a capacidade operacional de financiar projetos de desenvolvimento no Nordeste que busquemos outras formas de atrair recursos para a instituição. O aumento da lucratividade do BNB faz-se imperativo, pois. Destarte, o Banco do Nordeste geraria mais recursos próprios que, certamente, seriam incorporados ao seu capital social, oxigenando, assim, seu poder de investimento em iniciativas desenvolvimentistas.
O presidente da AFBNB, José Frota de Medeiros, assevera, sumariamente, que o documento que está sendo elaborado pela Associação se propõe a definir ações inovadoras para o BNB com o intento de robustecê-lo e revigorar sua ação na Região Nordeste.
Fonte: AFBNB |