São Paulo - Em recentes declarações à imprensa, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, ex-diretor do Santander, defendeu a privatização da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e de outras estatais. Jorge disse estar manifestando uma “opinião pessoal e que continua a manter: a privatização das empresas que não façam parte do core business do governo, que é saúde, segurança e educação”.
De pronto, na mesma linha – e para quem não acredita em coincidências, especialmente quando se trata de jornalismo político/econômico – outras reportagens aproveitaram para ressaltar uma provável “ineficiência” desses bancos. Algumas destacando que não deram “retorno suficiente” para cobrir o que o governo gastou para saneá-los na década de 1990. Ou porque, ao contrário dos privados, não cobriram totalmente suas despesas de pessoal com as receitas de tarifas.
“O ministro e os jornais não levaram em conta o papel primordial e a função social dessas instituições. Tampouco a valorização patrimonial desses bancos nos últimos anos”, diz o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino.
O dirigente destaca que os bancos públicos são fundamentais para balizar as relações econômicas num país em que as regras para o setor financeiro favorecem o banqueiro em detrimento da sociedade e colocam o lucro acima do crescimento da nação. “Este Sindicato esteve à frente de todas as grandes lutas contra a privatização e vamos continuar firmes contra qualquer idéia que venha resgatar esse trágico período no Brasil”, lembra Marcolino.
Mande seu protesto para o ministro Miguel Jorge pelo e-mail ministro@desenvolvimento.gov.br.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo |