Sábado último, 01/03/2008, o Chefe da Diplomacia e dos anseios de Paz da maior Corporação Guerrilheira rebelde panamericana, o engenheiro, ex-líder sindical operário colombiano de renome, lendário estrategista guerrilheiro fariano (membro ativista político e estratega militar general das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia-Exército do Povo [FARC-EP]), e Comissário diplomata das relações internacionais e da chancelaria do supra citado movimento insurgente em armas, foi covardemente massacrado por encomenda punitiva do fascista e títere do império terrorista de G.W.Bush, juntamente com mais 16 gurrilheiras(os) de ambos os sexos, e 3 técnicos de comunicação eletrônica, a maioria jóvens mulheres combatentes que faziam parte ativa e permanente da Guarda Militar Pessoal de Vigilância e Segurança do bravo, eminente e intimorato Comandante Fariano, e de uma Equipe Técnica de Montagens por ele conduzida que se preparava para implementar um Centro pacífico de Comuicações Virtuais em função de um sonhado processo de intercâmbio humanitário que Reyes sonhava para promover a libertação bilateral de prisioneiros de Guerra entre o Governo Colombiano e a Guerrilha insurgente.
Reyes, que se notabilizara na história contemporânea da Colômbia, como exímio e hábil negociador, e famoso arauto (portavoz) dos processos de paz humanitária relativos aos prisioneiros de guerra de ambos os lados do longo e profundo conflito interno colombiano (Guerra Civil que já dura quase meio Século, a idade das Farc-EP), tendo-se destacado, de 1998 a 2001 como um dos principais diplomatas farianos, ao lado do Supremo Chefe das Farc Cmt Manuel Marulanda, nas Conversações de Paz na Zona Desmilitarizada amazônica de El Caguán, com a participação de representantes das Nações Unidas e de diversos Países Panamericanos, Europeus e Árabes que mediavam as gestões multilaterais, durante a gestão de Andrés Pastrana que preecedeu no Poder o atual narcopresidente filo-fascista Álvaro Uribe Vélez.
Raúl Reyes estava agora numa missão pacífica técnico-diplomática coordenada pelo Comandante em Chefe das Farc-Ep Manuel Tirofijo Marulanda. Estava ele e sua Equipe montando uma base dinâmica de tecnologia da informação, alocada a 8Km fronteira a dentro entre o Sudoeste da Colômbia e o Sudeste do Equador, em território equatoriano, num sítio dito como neutro e presumidamente seguro. Ali estava sendo instalado um Centro de operações telemáticas digitais e analógicas, isto é de Radiofrequências SSB em Ondas Curtas, conjugadas com Sistemas Telemáticos pela Rede Mundial de Computadores, para facilitar as comunicações multilaterais de média e longa distâncias, com os diversos atores internacionais atualmente empenhados no processo de paz em face da fratricida Guerra Civil colombiana.
Ao mesmo tempo, Raúl Reyes estava empenhado em diuturnas comunicações à distância, usando por adiantado os mesmos equipamentos e sistemas que seriam, em seguida, instalados ali, mantendo contatos intensivos com os Gabinetes do Presidente Hugo Chaves da Venezuela, Nicolai Sarcozy da França e Cristina Kirchner da Argentina, especificamente no sentido da libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt. Sistema e equipamentos pre-instalados que foram por ele utilizados para fornecer ao Presidente Hugo Chávez, as Coordenadas Geográfica dos locais onde a Guerrilha liberou 6 prisioneiras(os). Vale dizer, Reyes esforçava-se intensamente para a libertação de Ingrid, mas foi morto súbita e inopinadamente.
Acontece que o Presidente da Colômbia, o notório e abominável terrorista e narcotraficante Álvaro Uribe Veléz tem como um dos seus inúmeros ódios fascistas pessoais a personalidade política compatrícia democrata Ingrid Betancourt sua ex-rival eleitoral como candidata de oposição, então, favorita do eleitorado que, durante a campanha presidencial de 2002, fora feita prisioneira da Guerrilha, assim, facilitando a vitória do vilão oportunista Uribe que, eleito sabe lá como, às custas das Oligarquias neoliberais e do Império Bushiano, assumiu então a presidência em janeiro de 2002.
E, presentemente, o fascista-narcotraficante Uribe está empenhado numa reforma política constitucional que visa dotar a Colômbia de uma Lei Eleitoral casuística que outorgará eleições a Terceiro Mandato para o Presidente da Colômbia. A libertação e retorno de Ingrid ao cenário político, óbviamente, acarretará sérios atropelos à ambição desenfreada de Uribe para um Terceiro Mandato. E o diplomata fariano Raúl Reyes estava numa luta diuturna para libertar Ingrid. Seria fatalmente a perspectiva certeira da frustração da reeleição de Uribe. Alguma trapalhada perversa e sanguinária o "serial-killer" Álvaro Uribe teria que aprontar, como do seu costume, seja para eliminar fisicamente a Raúl Reys, seja para procrastinar a agonia de Ingrid na prisão com a posssibilidade provável tambem da sua morte e assim outra forma indireta de eliminação da sua opositora política.
Sabedor por seus comandos de Inteligência colombianos e yanques, de que havia uma tendência quase certa da breve soltura de Ingrid se Reyes continuasse vivo, Uribe então bolou o assassinato de Reyes o que implicaria na frustração do diálogo multilateral ora alimentado pelo Diplomata Comandante. Dito e feito. Estão suspensas as negociações das quaais Reyes era Portavoz e Timoneiro.
De certa forma, em se tratando de uma providência concreta de instalação estratégica de caráter humanitário (uma estação analógico-digital de conversações multilaterais virtuais), instrumento de paz na guerra, o Comissariado das Farc-EP não teve maiores sigilos na operação. E o corpo de inteligência do Chefe de Estado Terrorista da Colômbia e seus assessores estratégicos norteamericanos logo detectaram a presença do Comandante Raúl Reyes e seu numeroso contingente de segurança militar e técnicos de telecomunicações. Era propícia a convergência para mais um massacre exterminador.
Uma esqadrilha caçadora de extermínio punitivo foi despachada de Bogotá. Bastaram duas incursões rasante sobre o sítio e as metralhadoras aéreas dizimaram os Quadros que estavam postados num vale andino equatoriano às proximidades da fronteira Sudoeste da Amazônia colombiana. Foi o fim da última missão de Paz do Comandante Fariano Raúl Reyes.
Fonte: Paulo Lucena - membro da OnG Campa (Cooperação Associativo-Ambiental Panamazônica), filiado á OnG Greenpeace Brasil e Membro Internacional do Programa Rede de Ação Urgente Brasil (RAU-Br) da Amnesty International.
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