Na tarde desta quarta-feira, 13/10, reuniram-se na sede do Sindicato dos Bancários do Ceará a representação do Banco do Nordeste do Brasil e da Comissão Nacional dos Funcionários do BNB/Confederação Nacional dos Bancários (CNFBNB/CNB-CUT), para a retomada das discussões relacionadas ao Acordo Coletivo 2004-2005. Na ocasião, o Banco formalizou a proposta de acordo com o objetivo de solucionar o impasse gerado pelo movimento grevista. Na avaliação da CNFBNB/CNB-CUT, a proposta atual contém avanços em relação à primeira apresentada pelo Banco - destacando-se o compromisso da Direção do BNB de agregar ao acordo qualquer proposta mais vantajosa que venha a ser implementada por outro banco estatal por via de acordo, não por via judicial. Outro avanço é o abono dos dias parados. Na proposta anterior, 1/3 destes dias deveriam ser descontados. Agora, 1/3 serão abonados para todos os efeitos, 1/3 serão compensados com horas-extras e 1/3 serão compensados com folgas existentes ou a adquirir, até o limite de 5 folgas. O acordo contempla ainda a data de implementação do PCR para 1°/02/2005; o retorno das folgas para os funcionários admitidos após outubro/96; e a imediata retomada das negociações acerca do Passivo Trabalhista, com a primeira reunião agendada para o dia 22/10.
Diante desta avaliação, a CNFBNB/CNB-CUT orienta aos sindicatos que a proposta seja submetida para aprovação em assembléia específica dos funcionários do BNB, desde que isto seja autorizado pela assembléia geral dos bancários.
Com isso, a CNFBNB/CNB-CUT deixa clara a sua posição de reafirmação da autonomia dos sindicatos, pelo não ajuizamento do dissídio. Destacamos que, embora haja eventual possibilidade de uma decisão favorável do Tribunal Superior do Trabalho no dissídio coletivo do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, o que se viu nas duas últimas vezes em que ocorreram julgamentos das reivindicações dos bancários as sentenças foram desfavoráveis.
Os avanços alcançados no processo negocial com o BNB são fruto da organização e mobilização dos benebeanos e de toda a categoria bancária, além da determinação da CNFBNB/CNB-CUT de não abrir mão da negociação, insistir o tempo todo nela e buscar firmemente um acordo digno. Fonte: Informe da CNFBNB/CNB-CUT |