No ano em que completa seu bicentenário, o Banco do Brasil busca ampliar sua atuação na área de Desenvolvimento Regional Sustentável, enquanto firma liderança no mercado de crédito varejista nacional. O superintendente regional no Ceará, Adilson do Nascimento Anísio, afirma em entrevista exclusiva que não vê contradição entre as funções da instituição. Os planos incluem a ampliação do número de famílias atendidas em programas sociais no Estado.
O Banco do Brasil completa 200 anos em um cenário de concorrência mais acirrada do que nunca. O que a instituição tem feito para manter a liderança?
Com 24,6 milhões de correntistas, 15,1 mil pontos de atendimentos em 3,1 mil cidades e 22 países, o Banco do Brasil é a maior instituição financeira do País, atendendo a todos os segmentos do mercado financeiro. Em 200 anos, a primeira instituição financeira a operar no País coleciona histórias de pioneirismo e liderança. Foi o primeiro a entrar para a bolsa de valores; lançar cartão de múltiplas funções; lançar o serviço de mobile banking e a se comprometer com uma Agenda 21 Empresarial. Hoje, é líder em ativos, depósitos totais, câmbio exportação, carteira de crédito, base de correntistas, rede própria de atendimento no País, entre outros.
A que atribui os resultados?
Essas vitórias são resultado dos investimentos em tecnologia, treinamento de 82,5 mil funcionários, estratégia de segmentação dos mercados, atendimento especializado e busca constante por eficiência. Nos últimos anos, o Banco tem investido sobretudo no cliente, focando de forma segmentada e oferecendo produtos diferenciados e adequados a cada demanda, além de ampliar pontos de atendimento e fazer com que nos tornemos o banco especial para cada pessoa.
Por quais mudanças passou o papel dos bancos públicos? Quais suas prioridades?
O mercado exige que o banco seja ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. Sabendo conciliar esses imperativos, ele consegue cumprir suas obrigações junto aos acionistas e também junto à sociedade. Dessa forma, os bancos públicos continuam cumprindo o papel de fomentar o desenvolvimento, praticar taxas de juros mais competitivas, etc.
Como tem se saído o Banco do Brasil como instituição financeira de varejo? Quanto representa essa área dentro do faturamento?
A carteira de crédito do BB no País cresceu 27,5% (set/06-set/07), atingindo R$ 137,6 bilhões, com destaque para as operações com pessoas físicas e com micro e pequenas empresas. Vale ainda ressaltar o crescimento das receitas de operações de crédito (21,6%) e de prestação de serviço (10,9%).
A que se deve o crescimento exponencial do lucro dos bancos?
A bancarização de parcelas antes excluídas do serviço bancário. Produtos como cartão de crédito, crédito consignado e conta especial foram desenvolvidos para um público que antes estava fora do mercado bancário. A despeito disso, a relação crédito x Produto Interno Bruto (PIB) ainda tem muito o que avançar no Brasil, se comparado a países desenvolvidos e a vizinhos como o Chile.
Foram muitas críticas à extinção do Núcleo de Apoio aos Negócios de Crédito e centralização das operações em Recife, realizadas no ano passado. O que trouxeram como conseqüência?
Houve um ganho em escala no processamento interno, gerando maior rapidez na análise dos processos. E um segundo ponto a ser citado foi o direcionamento de um número maior de funcionários para o atendimento de cliente na rede de agências.
Quantas agências foram abertas no Ceará em 2007? Em quais regiões?
No ano passado, foram inaugurados 10 Pontos de Atendimento Eletrônico, contribuindo para que o BB atingisse a marca de 1.303 terminais no Ceará. Hoje, no Ceará contamos com 140 agências, em 161 municípios dos 184 existentes. Ressaltando que, em 93 municípios — mais da metade do total do Estado —, o Banco do Brasil é o único prestando atendimento. Para 2008, temos como meta a expansão de mais 12 pontos de atendimento, incluindo capital e interior.
Quais as metas da instituição para o Ceará este ano?
Como parte do seu papel como instituição pública, o Banco do Brasil tem ampliado as ações na área de desenvolvimento regional sustentável (DRS). Hoje, atendemos no Estado a 44 mil famílias, com projetos de fomento às cadeias produtivas locais, com o objetivo de proporcionar a geração de emprego e renda. Este ano, queremos ampliar o número de famílias para 80 mil, através da articulação com pelo menos 20 entidades parceiras. Estamos atuando no apoio a cadeias produtivas em oito segmentos, com destaque para biodiesel, ovinocaprinocultura, artesanato, apicultura, leite e avicultura.
Fonte: Diário do Nordeste
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