Impulsionado pelo maior volume operações de crédito, o Banco do Nordeste elevou seu lucro líquido em 8,4% no ano passado, atingindo um total de R$ 219,7 milhões. Esse valor corresponde a uma rentabilidade de 14,14% sobre o patrimônio líquido médio. Os dados são do balanço anual da instituição, publicado na edição de hoje do caderno de Negócios do Diário do Nordeste.
Ao final de 2007, a carteira de crédito administrada pelo BNB era da ordem de R$ 23 bilhões — o que significa um aumento de 15,2% em comparação com o ano anterior. Esse saldo corresponde a 73,4% dos ativos administrados totais do banco. O BNB contratou R$ 7,5 bilhões em empréstimos e financiamentos, superando o volume recorde de 2006, que foi de R$ 7,3 bilhões, e mantendo a tendência expansionista observada desde 2003.
Segundo o diretor financeiro e de câmbio do BNB, Luiz Henrique Mascarenhas, o volume de operações subiu em decorrência de melhora nos processos de concessão e também do maior dinamismo da economia. A qualidade desse crédito, acrescenta, também melhorou. “podemos ver que está havendo uma evolução positiva, atrelada à rentabilidade, e isso é muito importante para que se possa continuar incrementando essa concessão de crédito e assegurar um caráter sustentável aos resultados do Banco”, diz.
O BNB responde por mais de 60% dos saldos de financiamentos na área que inclui todos os estados do Nordeste e o norte de Minas Gerais e Espírito Santo. Esse percentual é ainda maior nos financiamentos rurais e agroindustriais, chegando a quase 75%. Mascarenhas ressalta, em especial, o financiamento à agricultura familiar, por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com a contratação de 505,9 mil operações em 2007, que somam R$ 1,2 bilhão.
Em relação ao microcrédito, o BNB contratou 825 mil operações em seu programa Crediamigo, aplicando R$ 794,3 milhões, com índice de inadimplência de 0,81%.
Diversificação
Nos últimos anos o BNB tem-se empenhado no fomento ao crédito de longo prazo, sobretudo na utilização dos recursos do FNE. Em 2007, o banco começou a focar mais também o crédito comercial, o que já se evidencia na evolução de mais de 20% dessa carteira, de 2006 para 2007. Este ano, a instituição pretende manter essa estratégia, além de voltar a investir no mercado de ações, incrementando novas receitas na prestação de serviços.
Fonte: Diário do Nordeste
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