Hoje, 11 de fevereiro, ao retornar de seu período de férias, o funcionário do BNB e Diretor da AFBNB, Wagner Fernandes Jacinto, se deparou com uma autoritária medida contra seus direitos como trabalhador e dirigente da Associação: seu correio eletrônico fora cancelado pelo Banco. É relevante explicitar que Wagner Fernandes enfrenta um inquérito judicial instaurado pela Diretoria do BNB, desde o mês passado, que visa à sua demissão por justa causa sob a surreal alegação de “indisciplinado e que atentou contra a boa fama e a honra do empregador”.
Wagner não tem dúvidas. Para ele, este fato representa tão somente “mais um motivo de perseguição”, é uma medida que tenta impedir que o Diretor “tenha contato com a base”. O motivo apresentado pela direção do Banco é o envio de mensagens do correio eletrônico de Wagner para os funcionários sobre o Plano de Cargos e Remuneração (PCR). O Diretor da Associação afirma categoricamente que a justificativa é “improcedente”, pois sendo ele dirigente da entidade, ele tem o direito de se comunicar com a base garantido pelo Acordo Coletivo.
Para Assis Araújo, Diretor Administrativo da AFBNB, essa é mais uma “demonstração da faceta antidemocrática do Banco”. Trata-se de práticas anti-associativa e anti-sindicais que devem ser repudiadas. A Associação exige o retorno imediato do e-mail do seu dirigente por entender que o mesmo não pode ser penalizado antes de seu processo ser concluído. “Ele ainda está ‘sub judice’, não é culpado ainda não” disse José Frota de Medeiros, presidente da AFBNB, condenando o cancelamento do correio eletrônico de Wagner. Para o presidente, infelizmente, a “democracia não chegou ao BNB”.
A AFBNB, portanto, conclama todos os funcionários do BNB e demais categorias que estão na luta pelos direitos trabalhistas para se solidarizarem com o companheiro Wagner.
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