Na tarde da última terça-feira, 29 de janeiro, as entidades representativas do funcionalismo voltaram a se reunir com o BNB para discutir os critérios de Promoção por merecimento e por tempo de serviço, previstos no Plano de Cargos e Remuneração (PCR), e as especificidades do Ponto Eletrônico.
Dentre os critérios de elegibilidade para as promoções por merecimento, estão a inclusão do funcionário no PCR e um período mínimo de 730 dias de trabalho efetivo (posição em 31.01.08). Funcionário que tiver nota global de avaliação de desempenho inferior a sete estará fora da concorrência. Ainda segundo a proposta, o grau de instrução maior que o exigido pelo Banco, no ingresso, também contará pontos positivos para efeito de promoção.
Na ocasião, foi questionado, dentre outros, o caso do agente de desenvolvimento, que é avaliado segundo a sua lotação formal (superintendência estadual), quando na verdade ele contribui para o desempenho da agência. “Esse modelo não ajuda a valorizar os funcionários que estão, de fato, a serviço nas unidades”, ressaltou o diretor Administrativo da AFBNB, Assis Araújo. As entidades se prontificaram a sondar a base, para uma decisão coletiva sobre este ponto.
Já a elegibilidade para as promoções por tempo de serviço atende aos seguintes critérios: estar incluído no PCR; ter um mínimo de 1.095 dias de trabalho efetivo em 31.01.08, contados a partir de 01.01.2005; não ter sido promovido em 2007, dentre outros.
O Banco destacou ainda que as vagas para as promoções são segmentadas. Analista bancário 15, por exemplo, só concorre com analista bancário 15. Este ano, as promoções estão previstas para maio.
No que se refere ao ponto eletrônico, o BNB apresentou as características do sistema – que deverá permitir o registro do horário de início e término da jornada de trabalho, bem como dos intervalos de repouso e alimentação, se a jornada o exigir. Na oportunidade, as entidades discutiram item por item as especificidades do ponto eletrônico, e o principal questionamento diz respeito ao módulo de banco de horas extras. Dessa forma, as regras finais de funcionamento do ponto só serão definidas no final de fevereiro, após as entidades realizarem uma melhor análise.
“O ponto eletrônico deve ser prioridade. Em várias agências, nesse momento, às 17 horas, os funcionários estão se preparando para a ‘3ª jornada’. Nós, da AFBNB, em nossas visitas às unidades, constatamos que há quem trabalhe quatro horas a mais e só receba duas; quem trabalhe quarenta e só receba dez. Funcionário que sai no horário normal e não faz hora extra gratuita é mal visto. Precisamos solucionar estes problemas”, afirmou o diretor Assis Araújo.
Ainda durante a negociação, o diretor sugeriu a criação de um sistema de avaliação do Banco por parte dos funcionários – espécie de pesquisa de clima organizacional – no qual o funcionalismo poderia falar sobre assédio moral, condições de trabalho, instalações físicas etc. O BNB ficou de analisar a sugestão.
Pendências – No que se refere às pendências da negociação anterior, ocorrida em João Pessoa (PB), o Banco finalmente entregou, às entidades representativas, uma cópia do Plano de Funções. As entidades farão uma análise da proposta para iniciar as discussões com o BNB a partir de fevereiro. Após esta etapa, a proposta finalizada será levada a debate com o funcionalismo.
Já o Grupo de Trabalho que irá propor melhorias no plano de custeio da CAMED e estudará a criação de um fundo especial de assistência à saúde, dentre outras questões referentes à coligada, será instalado oficialmente no início de março. O relatório do GT CAPEF ficou de ser apresentado na próxima reunião de negociação, marcada para o dia 20 de fevereiro, em Maceió (AL).
Presenças – Pelo Banco: Eliane Brasil (Super. Desenvolvimento Humano), Eline Gurgel (Amb. Gestão de Pessoas), João Batista (Amb. Gestão de Pessoas), João Almeida (Amb. Jurídico) e Moura Fé (Amb. Gestão de Pessoas). Pelas entidades: Assis Araújo (AFBNB), Roberto Figueiredo (AABNB), Tomaz de Aquino e Carmen Araújo (SEEB-CE).
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