No dia escolhido pelos movimentos sociais para visibilizar suas lutas contra o neoliberalismo - o último sábado (26), no Dia de Ação Global -, os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela; Evo Morales, da Bolívia, Daniel Ortega, da Nicarágua, e o vice-presidente cubano, Carlos Lage, assinaram a Ata Constitutiva do Banco ALBA, cujo objetivo também é livrar os países da América Latina da dependência neoliberal. Em reunião na quinta-feira, decidiu-se que a Ata de Fundação do Banco ALBA deve dar resposta às necessidades dos países, em contraposição às instituições financeiras com mecanismos de dominação. Além disso, o projeto de Convênio Constitutivo do Banco é concebido como um mecanismo democrático de tomada de decisões, porque cada país representado nessa entidade tem um voto, independente do capital acionário e do aporte financeiro com o qual contribuiu.
Para Lage, o nascimento de instituições financeiras regionais, como o Banco do Sul e o Banco Alba, é bom para que as nações da América Latina pensem em colocar suas reservas -ou parte delas- nesses órgãos bancários multilaterais, assim que estejam consolidados; porque a queda do dólar é iminente e causará um dano irreparável à economia mundial.
O banco, que será presidido por um diretor executivo de caráter rotatório, terá um capital inicial de um milhão de dólares. Os aportes de cada país dependerão das possibilidades individuais. A entidade beneficiará cerca de 53 milhões de pessoas, número que pode aumentar à medida que outros países se incorporem ao banco. Será preciso dois meses para a estruturação do banco em relação à plataforma de recursos humanos, tecnológicos, financeiros, legais e os mecanismos internos de decisão.
Durante a assinatura da ata, o presidente venezuelano destacou a independência do Banco frente às incertezas do mercado internacional: "Enquanto as bolsas de valores caem, na Alternativa Bolivariana para América Latina e Caribe (ALBA) estamos inaugurando bancos. Não temos nada a dever a Wall Street".
Já o cubano Carlos Lage disse que a crise norte-americana terá um forte impacto nas demais nações do mundo, e por isso a ALBA deve constituir-se em uma ferramenta para a integração dos países da América Latina.
"A ALBA deve ser um instrumento para lutar contra o imperialismo e a ditadura mundial, pois só a integração latino-americana permitirá criar as bases para enfrentar as conseqüências que trarão para o mundo a depreciação do dólar e a cries econômica dos Estados Unidos", acrescentou Lage.
De acordo com o presidente da Nicarágua, os convênios e acordos de cooperação, assinados por alguns países no marco da ALBA, são uma mostra clara das intenções de se fortalecer, não só dianto dos embates com os EUA, mas também criando bases para enfrentar uma crise econômica mundial que será originada pelo excesso de consumo capitalista e pelas debilidades que começam a refletir na economia estadunidense.
Com informações da Imprensa Presidencial da Venezuela.
Fonte: Adital |