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Notícias

  16/01/2008 

Banco investe em crédito para trabalhador rural

O Lemon Bank pretende emprestar R$ 10 milhões em crédito pessoal no Ceará, em 2008. O banco, que opera exclusivamente por correspondente bancário, está investindo nas operações no interior do Estado. A intenção, segundo o diretor geral Gilberto Salomão, é utilizar os 383 pontos de atendimento da Chegue & Pague, que pertence ao grupo do Lemon Bank, para oferecer o crédito. "A operação é bem simplificada. O cliente deixa o nome e o telefone no ponto de atendimento e diz que está precisando de liberação do crédito. Ele não precisa de comprovante de renda, basta de residência. Também não precisa oferecer garantia", afirma.

Após a solicitação, o banco faz uma análise de crédito e, se aprovado, o dinheiro é liberado e o cliente avisado por telefone. "Ele pode até pegar o dinheiro no ponto de atendimento, mas a responsabilidade de aprovação é do Lemon Bank", afirma. De acordo com o diretor, a taxa de juros varia de 8% a 9% e não há taxa de abertura de crédito (TAC). O valor máximo é de R$ 1 mil e o prazo é de 12 meses. "O nosso produto foi desenhado para atender as classes C, D e E", diz.

As operações no Ceará tiveram início em dezembro de 2007, mas já vinha sendo praticadas desde o final de 2006 em Pernambuco e Rio Grande do Norte. Cerca de R$ 4 milhões já foram emprestados no Nordeste. As operações também são feitas nas capitais, mas o foco, segundo a empresa, é atender o público de baixa renda que não tem acesso a bancos, principalmente no Interior. Por isso, não há necessidade de abertura de conta corrente. "O processo de aprovação de crédito que leva em consideração a profissão do tomador do crédito. Entre as profissões existe a do agricultor", explica.

O Lemon não é o único banco que está de olho nos trabalhadores do meio rural para oferecer crédito. O aumento da renda do nordestino despertou o interesse de instituições estrangeiras. É o caso dos mexicanos Finsol, que iniciou suas atividades no ano passado, e do Banco Azteca, braço financeiro do terceiro maior grupo mexicano, que prepara sua estréia no Brasil, em março, e iniciará suas operações Pernambuco.

Para Clébia Mardônia Freitas Faria, doutoranda em educação em microfinanças e professora da Universidade Federal do Ceará (UFC), o crédito para baixa renda está se tornando um negócio lucrativo para os bancos, tanto privados quanto oficiais. A conseqüência, segundo ela, é o aumento do endividamento da população. "O cliente desse tipo de oferta é o funcionário público, o aposentado, quem tem renda fixa e certa. Isso tem causado endividamento desses dois grupos. Isso é uma realidade concreta", afirma.

Outro problema, avalia a doutoranda, é quando as operações se voltam para a população de baixa renda que não podem oferecer garantias. O resultado, diz, pode ser a incidência de juros elevados. "No meio rural tem-se estudado a saída que são as cooperativas de crédito. Hoje há seis cooperativas que oferecem juros mais baixos", diz.
 
Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 16/01/2008 às 11:52:00
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