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Notícias

  16/01/2008 

Artigo: Crise ambiental

Júlio Cesar Oliveira Pimenta

A questão da crise ambiental brasileira nos remota ao primórdio da colonização brasileira pelos os portugueses e, está calcada na busca de uma identidade que vinculassem e abrangessem uma personalidade própria formada por elementos tão dísparos: índios, negros e brancos. Isto respaldada no principio da identidade, aquela característica única que cada povo tinha e o tornava especial nacionalmente, principalmente numa nação que seria respaldada sobre o cerne da miscigenação e centro desta versão o que poderíamos entender ou querer de preservação ao meio ambiente. E buscando este sentido de dar uma identidade à nova nação. E juntamente com esta busca por um perfil nacional, suscitou o debate em dois pólos; que seria a exaltação das belezas naturais grandiosas e inestimáveis que tanto perdurou em nosso folclore, e nas projeções econômicas de como delas se beneficiá-las.

Portanto a preocupação com o meio ambiente não é contemporâneo, Sergio Buarque de Holanda, já enfatizava a natureza por alguns fatos míticos e fantásticos, o próprio Caio Prado Junior alertava para o esgotamento das reservas naturais e demonstrava por meios de fatos concretos o esgotamento do solo, quando enaltecia os ciclos de prosperidades e posteriormente de declínios de diversas atividades econômicas que vislumbrava somente a exploração predatória e desordenada da natureza.Ferdinand Denis, que viveu aqui entre 1816 e 1819, enaltecia as belezas brasileiras e frisava mais, que casos os nossos poetas buscassem inspiração com a natureza e se firmassem aos sentimentos de contemplá-la poderia prosperar enormemente, chegando até mesmo a evoluir para mestres dos poetas europeus.

José Bonifácio que foi um dos ícones da nossa história, frisou sua preocupação com a exploração desenfreada de nossas riquezas e, não via antagonismo entre preservação e crescimento econômicos e exaltava a necessidade de se ter uma política voltada para frear a destruição desordenada. Joaquim Nabuco atribuía ao sistema escravocrata o impedimento o impedimento do progresso nacional, já que o sistema escravocrata se alicerçava somente na exploração da natureza e nada de edificante nos legou. Euclides da Cunha, autor da famosa e atual frase "o sertanejo é antes de tudo um forte", protestava contra a destruição da natureza e afirmava destruir elementos da natureza seria colocar em risco o processo da evolução.

André Rebouças defendia teses semelhantes, protestando contra o desflorestamento e contra o barbarismo que se estava praticando contra o solo, apesar de ser ele um liberal e defender intervenção mínima do estado nas atividades econômicas. A destruição da natureza não era visto como uma conseqüência do crescimento da civilização industrial como chegam a afirmar alguns ecologistas contemporâneos, mas muitos pelo o contrário como falta dessa modernidade, porque segundo a vertente liberal, a modernidade capitalista era sinônimo de eficiência e, portanto de uso correto dos recursos naturais.

No auge do cientificismo que tinha como expoente Saint Simon, a vertente brasileira exaltava exuberância e primazia da natureza sobre o homem, já para outras correntes, como a que se enquadrava Silvio Romero acreditava que a ação humana poderia modificar a natureza e, tendo alguns mais radicais como Tobias que enxergava um conflito entre natureza e o homem.

Não é novo, portanto a busca por equilíbrio homem com a natureza. Vemos nos dias atuais a preocupação que ronda a própria civilização, preocupação esta que chega a se ater mesmo com a própria existência da civilização, mas continuamos a ver todas ações política voltada para a exploração, e protecionismo em cima dos maiores poluidores que detém poder e dispõe de recursos para exercerem seus toscos saberem, como ao fato de não apoio dos Estados Unidos ao tratado de Kioto. Ocorreram consideráveis avanços até mesmo pela preocupação da população com este desequilíbrio, o que vem a ser comprovado por um número cada vez maior de filmes voltados para as catástrofes naturais e os recordes de bilheteria que tem norteados este filmes ou mesmo por um maior engajamento da comunidade que tem se preocupado e apoiado causas cada vez mais voltado para a defesa e preservação do meio ambiente.

Júlio Cesar Oliveira Pimenta - Historiador pela Uece. Especialista em Educação Ambiental pelo Senac

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 16/01/2008 às 11:37:00
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