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Notícias

  11/01/2008 

Cuba: apesar dos pesares, a Revolução segue firme!

Em 1º de janeiro, enquanto cidadãos de todo o mundo ainda celebravam a passagem para um novo ano, os cubanos saíam às ruas para comemorar a Revolução vitoriosa de 1959, capitaneada por Fidel Castro Ruiz e Ernesto “Che” Guevara de La Serna, que derrubou a ditadura de Fulgêncio Batista – um “fantoche americano” – e implantou um governo socialista no país caribenho.

As conquistas sociais do povo cubano poderiam ser bem maiores se a economia do país não fosse amarrada por um nefasto bloqueio econômico que os EUA impõem desde 1962, assinado por seu então presidente John Kennedy. Estimativas de analistas internacionais e cálculos do governo cubano revelam que desde sua imposição, o embargo comercial ianque já causou prejuízos da ordem de 89 bilhões de dólares à ilha.

Em função do bloqueio, Cuba não pode exportar nenhum produto para o mercado norte-americano, nem receber turistas vindos dos EUA. Além disso, não tem acesso a créditos e nem pode utilizar o dólar em suas transações com o exterior. Os navios e aviões cubanos estão proibidos de tocar portos e aeroportos dos EUA. Ademais, há sérias restrições a importações de produtos e inovações médicas, além da proibição de vender a Cuba produtos e equipamentos de tecnologia avançada.

A Organização das Nações Unidas (ONU), através de resoluções votadas por seus membros desde 1992, vem pedindo o fim do terrível bloqueio econômico americano a Cuba. No último ano, o 16º pedido para a cessão do embargo contou com 184 votos a favor contra apenas três contra (Estados Unidos, Israel e a minúscula Ilhas Marshall). O embargo financeiro realizado pelos americanos viola regras do direito internacional, que o considera genocídio. 

Contudo, em que pese todos os prognósticos neoliberais-capitalistas que cantam a fortes brados a morte de Cuba, a ilha resiste e se mantém firme no seu propósito inicial de assegurar e socializar os três direitos básicos para qualquer cidadão: alimentação, saúde e educação.

Na área da saúde, a ilha é referência mundial em excelência médica. Seu índice de mortalidade infantil, de 5,3 mortes para cada mil nascidos, se assemelha aos padrões nórdicos. Em toda a América, apenas o Canadá rivaliza com o padrão cubano. O índice brasileiro é de 21,5 por mil. A ilha adotou a estratégia do programa saúde da família, no qual o profissional de medicina acompanha uma família em específico e mensalmente diagnostica e cuida da saúde de todos. Para uma população de um pouco mais de 11 milhões de habitantes, Cuba conta com cerca de 68.000 médicos – dos quais um pouco mais de 31.000 são médicos da família.

A eficiência do sistema de saúde cubano é tamanha que muitos pacientes de outras partes do mundo recorrem à ilha para tratarem-se de diversas enfermidades. Entretanto, o mais relevante é que esse excelente sistema é gratuito e acessível a todos os cubanos, sem exceção. A revolução na área de saúde se reflete na expectativa de vida: antes da Revolução, os cubanos nasciam com a esperança de viver, em média, menos de 60 anos; hoje possuem uma expectativa de vida de 77 anos. Na América Latina, Cuba, nesse aspecto, só se encontra atrás da Costa Rica e de Porto Rico. Para efeito de comparação, a expectativa de vida do brasileiro, mesmo avançando bastante nos últimos anos, é ainda de 72 anos.

O sistema educacional cubano é outro motivo de orgulho para Fidel e seus conterrâneos. Segundo relatório da CIA (exatamente, a agência norte-americana), publicado em 2007, 99,8% dos cubanos com mais de 15 anos sabem ler e escrever. O país praticamente não sabe o que é analfabetismo, pois esta problemática que aqui no Brasil alcança 11% da população, lá não atinge nem 2%. Além disso, é a nação com melhor nível de educação primária da América Latina, segundo relatório de uma agência da ONU, divulgado, em 2007, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).  Talvez o fato de ser primeiro lugar mundial em professor per capita e ocupar a mesma posição na relação número de professor por aluno explique o sucesso da educação na ilha. Analistas internacionais reconhecem que Cuba tem um dos mais justos e completos sistemas educacionais do mundo. Mais uma vez, é imperativo ressaltar que toda essa excelência educacional é gratuita e plenamente acessível a toda a população, sem exceções.

Em relação ao sistema habitacional encontrado quando Fidel defenestrou Fulgêncio Batista do poder para dar início à Revolução, houve significativos avanços, embora ainda haja muito a se fazer. A situação das moradias do povo cubano era calamitosa. Os barracos e casebres foram derrubados e a ilha vivenciou a Lei da Reforma Urbana, que iniciou o plano de construção de milhões (isso mesmo: milhões!) de casas para as massas populares. Nas últimas quatro décadas, foram construídas mais de 2 milhões e 500 mil casas. Exceção no mundo, na ilha caribenha, 87% das famílias são donas de suas casas. Isto é motivo de tamanho orgulho para o governo cubano que, no aeroporto de Havana, um grande painel recebe os visitantes com uma verdade indiscutível: “Esta noite, milhões de crianças dormirão nas ruas do mundo. Nenhuma delas é cubana".

Vale ressaltar, ainda, que a rede de água atinge 95,6% das casas e a eletricidade chega a 95,5% dos lares cubanos.

Como se percebe, o socialismo cubano mostra que vale a pena lutar e buscar alternativas diferentes do modelo neoliberal que atualmente predomina na maioria das nações do globo. É até bastante lógico afirmarmos, com segurança, que o modelo neoliberal de consumo, acúmulo de capitais e arrecadação de lucro jamais conseguirá dar, como fruto, uma sociedade justa, igualitária e com padrão de vida eqüitativo para todos.

Portanto, os povos da América Latina devem estar em consonância com a luta e a resistência cubana, além de buscar também eles as mudanças necessárias para a transformação e melhoria de vida da população de seu país. Por fim, que os movimentos sociais de base se antecipem e estejam na vanguarda dessa busca por mudanças que realmente revolucionem o mundo. O exemplo de Cuba está aí!

Fonte: AFBNB

Última atualização: 11/01/2008 às 14:06:00
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