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  26/12/2007 

Desenvolvimento: O sonho vira realidade no Nordeste

Em 2004, o Nordeste representava 12,72% de todas as riquezas produzidas no Brasil, o chamado Produto Interno Bruto (PIB). No ano seguinte, aumentou sua participação em 0,32 ponto percentual (13,06%). Uma variação que faz muita diferença em um PIB que somou R$ 1,937 trilhão em 2005, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São R$ 6,19 bilhões a mais na economia da região, que detém 28% do mercado consumidor brasileiro.

Mais dinheiro que representa mais consumo, mais produção, mais emprego, mais desenvolvimento, mais crescimento. De acordo com um estudo da consultoria Gouvêa de Souza & MD, de cada R$ 1 a mais no orçamento doméstico das famílias no Nordeste, R$ 0,78 são gastos na compra de itens de consumo. Para se ter idéia, essa mesma relação no Centro-Sul resulta em R$ 0,55.

A explicação é simples: consumo reprimido. Há décadas o nordestino vem-se privando de centenas de bens de consumo. Com um dinheiro a mais, a região cresce. Essa é a opinião da economista Thaís Marzara, da consultoria Rosenberg & Associados, e é compartilhada por empresários, consultores e consumidores. "O Nordeste tem-se saído muito bem nos últimos anos, até por conta dos programas sociais. É uma região que está indo melhor em indústria e comércio do que outras regiões. E os investimentos no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) devem trazer mais dinamismo para a região", afirma.

São as duas tintas que estão mudando o quadro do Nordeste como uma região pobre. Uma delas é o programa Bolsa Família, que despeja todo mês cerca de R$ 470 milhões na região. A outra são as linhas de financiamento para os setores público e privado. Segundo o levantamento Ambiente de Negócios no Nordeste 2007, feito pela consultoria internacional Deloitte, as liberações de algumas linhas hoje na região estão dez vezes maiores do que há cinco anos. Caso do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), que liberou R$ 300 milhões, em 2001, e R$ 3 bilhões, no ano passado. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também passou de R$ 3,3 bilhões para R$ 4,8 bilhões, no mesmo período. A maior parte dos recursos, segundo a Deloitte, é voltada para financiar a implantação de empresas. "Entre os setores mais dinâmicos destacam-se os de turismo, petroquímico, comércio de bens de consumo, construção civil e agroindústria", afirma o documento.

O reflexo é sentido no mercado formal de trabalho. Ou seja, emprego com registro em carteira. Segundo levantamento do BNDES, o Nordeste saiu de um saldo líquido (postos de trabalho criados menos postos fechados) negativo de 21 mil em 1999 para um saldo líquido positivo de 197 mil empregos.

E a região deve continuar em percurso ascendente? "Eu acredito que sim. Aliás, os investidores apostam nisso. O crescimento não vai ficar limitado a isso", afirma Sandro Melo, da consultoria Deloitte. Segundo ele, a tendência é que mais empresas venham para o Nordeste atrás de recursos, mão-de-obra e mercado consumidor. Cerca de 28% dos consumidores brasileiros estão no Nordeste.

O maior impulso para a região deve vir em forma de obras estruturantes. Pelo menos essa é a intenção do Governo federal com o PAC. A previsão é destinar R$ 80,4 bilhões para o Nordeste. O valor representa 16% dos R$ 503,9 bilhões previstas pelo programa. É dinheiro que deve se reverter em infra-estrutura como energia, estradas e portos. Atrás dessas condições vêm as empresas. Com elas, os empregos. Entretanto, Melo alerta que tudo isso são projetos. "A gente não sabe, agora com a eliminação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), quais são os projetos do PAC que o governo vai cortar ou diminuir. E isso pode afetar o Nordeste", diz.

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 26/12/2007 às 11:29:00
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