A desfiliação de federações e sindicatos de luta da CUT é um fato. A categoria bancária, em todo o País, está entendendo que, para fortalecer o movimento sindical, é preciso romper com centrais atrasadas que jogam contra os trabalhadores.
Depois dos bancários de Bauru, Bahia e Rio Grande do Norte colocarem a CUT para fora de seus sindicatos através da realização de Plebiscitos, a Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe fez o mesmo no fim de semana, durante o 10º Congresso da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, realizado dia 24 de novembro, em Salvador, e que contou com a participação de 97 delegados. A desfiliação foi aprovada por mais de 90% dos votos.
No entanto, é preciso analisar os fatos históricos com clareza. A saída da CUT ainda não é o paraíso. Os trabalhadores precisam estar ao lado, no dia-a-dia, de uma entidade que, realmente, esteja pronta para as lutas.
A categoria do RN esteve presente em mais este momento histórico de luta com a participação do diretor de comunicação do Sindicato, Raimundo Gilmar.
A nota triste, segundo o próprio Gilmar, é ver que os sindicalistas da Bahia ainda acreditam no Governo Lula e, ilusoriamente, mantém a esperança de que a situação seja revertida pela quadrilha que comanda, hoje, o Brasil. Prova disso é que a Federação deve fundar nos próximos meses uma nova Central, que agora, em vez do PT, seguirá orientação do PC do B – presente, também, na base de apoio do Governo Lula.“Faço uma avaliação positiva porque o sindicato rompeu com a CUT e, pelo menos teoricamente, defendem a atuação em prol dos trabalhadores. O lado negativo dessa história é ver que eles ainda apóiam o Governo Lula por mais traíra que seja esse governo. Eles não querem se separar”, analisou.
De acordo com o sindicalista potiguar, um dos representantes da Bahia chegou a dizer que a saída da CUT não era, necessariamente, um rompimento com a Central. “Fiquei impressionado porque é contraditório, isso vai de encontro à própria atitude que a base da federação tomou, que foi a desfiliação da CUT. Mas o presidente do sindicato da Bahia, Adílson Araújo, falou que a filiação à essa nova central do PC do B não representava um contraponto à CUT, era para chamar a CUT para a luta”, disse.
Indagado sobre o sindicato de Sergipe, Gilmar afirmou que segue a linha mais progressiva. “Não há dúvida disso. Sergipe é progressivo. Em sua fala, o presidente José Souza resgatou o passado de luta da CUT e mostrou seu declínio. Comparou a CUT até com um machado cego que precisa ser trocado. Fez referência a luta do Sindicato dos Bancários do RN e combateu a política do Governo Lula”, lembrou.
Fonte: Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Norte
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