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Notícias

  28/11/2007 

Microcrédito impulsiona economia latina

Discutir entre os países da América Latina os programas de microcrédito. É com essa intenção que representantes de bancos de desenvolvimento de diversos países reúnem-se até a próxima sexta-feira, no Banco do Nordeste do Brasil, dentro do evento Microcrédito e Inclusão Social: gestões e práticas do BNB. O seminário é promovido pelo banco e a Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide).

Como afirma o chefe do programa de assistência técnica da Alide, Javier Rodriguez, o evento tem como objetivo expor as experiências e colocar os latino-americanos em contato com clientes do BNB, a fim de conhecerem a realidade de um dos principais propulsores da economia nesses países que é o microcrédito. De acordo com o superintendente do BNB, Stélio Gama Lyra, o encontro permite saber como se trabalha o financiamento para os microempreendedores em realidades tão semelhantes à brasileira. Operando o maior programa de crédito da América do Sul e o segundo maior da América Latina, o CrediAmigo, o BNB deu destaque às suas linhas de microcrédito e microfinanças.

"Nossos números são grandes demais. Quando a gente diz que faz três mil operações por dia, muitos bancos que estão aqui são do tamanho de uma unidade nossa", observa Lyra. Com uma carteira de 286 mil clientes ativos, a linha possui R$ 207 milhões financiados, com uma taxa de inadimplência abaixo de 1%. A meta é chegar em 2011 com um milhão de clientes, atuando, inclusive, em outras regiões brasileiras. Segundo Lyra, o BNB já estuda a penetração nas regiões Sudeste ou Centro-Oeste, uma vez que tem como objetivo ser um programa de microcrédito de referência para o Governo federal.

No Ceará, os números também são animadores. O gerente de Microfinanças do BNB, Marcelo Azevedo, calcula que cerca de 30% dos clientes do CrediAmigo estejam no Estado. A carteira ativa do Estado é hoje de R$ 56 milhões. São pessoas, em sua maioria, ligadas ao comércio e desenvolvendo ainda informalmente a atividade. Quando eles acessam o mercado formal, o próprio banco faz uma ponte para outras linhas de crédito, com possibilidade de financiamentos mais elevados.

No CrediAmigo, o empréstimo liberado é de no máximo R$ 10 mil, com recursos oriundos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e da destinação dos bancos de 2% dos depósitos à vista para esse tipo de financiamento. Em todo o País, há disponibilidade de R$ 2 bilhões para operações de microcrédito.


NÚMEROS

64% dos clientes do CrediAmigo são mulheres

R$ 705 milhões devem ser desembolsados até o final deste ano

1 milhão de clientes é a meta do banco para o ano de 2011

R$ 56 milhões é a carteira ativa no Ceará

R$ 719 milhões foram emprestados no Estado desde 1997

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 28/11/2007 às 11:05:00
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