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Notícias

  27/11/2007 

PIB do Ceará tem expansão de 9,3% em três anos

De 2002 a 2005, a economia cearense medida pelo Produto Interno Bruto (PIB), que representa a riqueza gerada no Estado, acumulou crescimento de 9,3%. A taxa é semelhante à brasileira que cresceu 10%, a preços básicos. Só em 2005, o Ceará gerou uma renda de R$ 40,9 bilhões, o que significou um PIB per capita de R$ 5.054 - valor que equivale a 43% da renda per capita nacional que é de R$ 11.658.

Estes são pontos significativos da nova metodologia instituída nas Contas Nacionais pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e as Instituições de Pesquisa e Secretarias de Planejamento das Unidades da Federação Brasileira. De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Eloísa Bezerra, esses resultados mostram ainda que, ao longo dos quatro anos, a participação cearense na economia nacional tem permanecido em torno de 2%. "São Paulo continua liderando, com, aproximadamente, 34% dos R$ 2,1 trilhões gerados no País em 2005. E 75,2% do PIB do Brasil estão concentrados em sete estados", comenta.

No Nordeste somente a Bahia e o Maranhão ampliaram a participação no PIB brasileiro, em 2005, os demais estados estabilizaram em relação a 2004. Pela nova metodologia o Ceará está na 12ª posição - em 2004 estava na 13ª colocação - dentre as 27 Unidades da Federação e em terceiro lugar, em relação aos estados da Região Nordeste.

Em relação ao PIB per capita, o Estado ocupa o 23º lugar no ranking dos 27 estados brasileiros. Conforme a economista do Ipece, o PIB per capita é fortemente influenciado pela população e é por isso que o Ceará fica abaixo de Sergipe, Rio Grande do Norte e Acre, por exemplo, que têm populações bem menores. Por ser populoso - mais de oito milhões de habitantes -, pouco significou o crescimento de R$ 432 de 2004 para 2005.

Crescimento

A preço de mercado (que inclui os impostos líquidos de subsídios) o PIB do Ceará foi de 3%. No cálculo pelo valor adicionado a preços básicos (retirando os impostos) registrou um crescimento de 2,7%. Os resultados da economia cearense foram reflexo de três setores: a agropecuária, que teve pequeno acréscimo de 0,5%, a indústria com um recuo de 1,0% e os serviços que cresceram mais significativamente, 4,4%, e se constituíram no principal suporte ao desempenho do Estado.

Segundo Eloisa Bezerra, o crescimento dos serviços deu-se em praticamente todo o País com a nova metodologia de cálculo das contas nacionais. Para ela, o Brasil aparece mais real dessa forma. A expansão da atividade fundamentou-se na evolução comércio (8,3%); alojamento e alimentação (8,1%); dos serviços prestados às famílias (7,5%); aluguel (5,9%); serviços prestados às empresas (5,8%); financeiro (4,4%) e transportes (3,5%), que refletiram a dinâmica desse setor econômico no Estado. No Ceará, os serviços têm peso de 70,2%. A indústria tem sua importância (22,7%), principalmente nos segmentos do couro, dos têxteis e dos alimentos.

Nos serviços, o estudo, divulgado ontem pelo IBGE, destaca as atividades de prestação de serviços às famílias e às empresas, que se sobressaíram no novo sistema das Contas Regionais. "Nos anos 2000, houve uma valorização da qualidade de vida, maior preocupação com estética e, sobretudo com a saúde, o que proporcionou surgimento de academias e correlatas, além da recuperação da renda pessoal e as facilidades de acesso a esses serviços, como forma de pagamento dentre outros", diz o documento.

Saiba mais

- A participação dos sete maiores estados na economia brasileira reduziu 0,7 ponto percentual entre 2002 e 2005, passando de 75,9% para 75,2%. No período, São Paulo (34,6% para 33,9%) e Rio Grande do Sul (7,1% para 6,7%) foram os estados que mais perderam espaço. Além desses, o bloco dos sete é formado pelo Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Bahia.

- O maior PIB per capita continua sendo o do Distrito Federal (R$ 34.510). Na nova série, representa 2,9 vezes a média brasileira (R$ 11.658). O segundo maior passa a ser São Paulo (R$ 17.977), ultrapassando o Rio de Janeiro, agora em terceiro (R$ 16.052).

- O setor de serviços foi o que mais cresceu em todas as regiões, por isso, São Paulo teve uma participação maior no cálculo do PIB.

- Na comparação com a antiga série (1985 como ano de referência), o novo cálculo do IBGE mostra que, em 2002, o Centro-Oeste (de 7,4% para 8,8%) e o Sudeste (de 56,3% para 56,7%) elevaram sua participação no PIB brasileiro. Nas demais regiões, houve quedas.

- Na série antiga, a participação do Sul em 2002 era de 17,7%, mas caiu para 16,9% na série nova (2002 como ano de referência). O Norte diminuiu de 5% para 4,7%, enquanto os estados nordestinos tiveram queda de 0,5 ponto percentual (de 13,5% para 13%).

- O Ceará ocupava a 14ª posição no ranking dos 27 estados pela série antiga. Passou para a 12ª colocação com a nova metodologia

NE eleva participação no País

As regiões Sudeste, Nordeste e Norte elevaram suas participações no PIB brasileiro, segundo o levantamento Contas Regionais de 2005, divulgado ontem IBGE. A participação do Sudeste aumentou 0,7 ponto percentual em 2005 na comparação com 2004, passando de 55,8% para 56,5%. O Nordeste elevou de 12,7% para 13,1%, e o Norte, de 4,9% para 5%. As regiões Sul (de 17,4% para 16,6%) e Centro-Oeste (de 9,1% para 8,9%) tiveram queda em 2005 em relação ao ano anterior.

O Amazonas foi o estado com maior variação do volume do PIB de 2005 em relação a 2004 (10,2%), enquanto Paraná (-0,1%) e Rio Grande do Sul (-2,8%) tiveram as maiores quedas. Maranhão, Tocantins e Acre cresceram 7,3%, e o Amapá, 6,3%. São Paulo cresceu, em volume do PIB, 3,6%. O setor agropecuário (-3,6%) teve queda, principalmente pelo aumento do preço de insumos cotados em dólar, afetando especialmente a cultura da soja. O Rio de Janeiro teve crescimento do PIB de 2,9%.

"O comércio foi um dos importantes fatores de elevação do PIB. Ele praticamente dobrou a sua participação no cálculo de todas as unidades da federação. A prestação de serviços também. A pesquisa mostra que o setor de serviços ganhou uma importância maior e a estimativa representou essa mudança estrutural na economia brasileira", explicou o gerente de Contas Regionais do IBGE, Frederico Sérgio Cunha. (com agencias)

Fonte: Jornal O Povo

Última atualização: 27/11/2007 às 11:14:00
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