O ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Byron Queiroz, quatro ex-diretores e um ex-superintendente do Banco poderão apelar em liberdade da sentença do juiz substituto da 12ª Vara Federal, José Donato de Araújo Neto. Acusados de causar um rombo de R$ 2,55 bilhões na gestão à frente do BNB, os seis foram condenados por gestão fraudulenta e temerária. Ao contrário do que O POVO divulgou ontem, a denúncia por formação de quadrilha, também apresentada pelo Ministério Público Federal, foi rejeitada pelo juiz.
Byron foi condenado a 13 anos de reclusão, além de multa no valor de 600 dias-multa - e não 300 dias-multa, como foi informado erroneamente ontem pelo O POVO. No caso de Byron, cada dia-multa equivale a dez salários mínimos da época dos fatos. Os demais acusados receberam pena que varia entre 10 e 11 anos de reclusão e multa de 300 dias-multa - equivalente a oito vezes o valor do salário mínimo vigente à época.
As denúncias são referentes ao período em que Byron foi presidente do BNB (1995 a 2003). De acordo com a sentença, foram realizadas renegociações indevidas, gerando distorções de informações contábeis do Banco; descumprimento às normas implementadas em resoluções do Banco Central relativas a liberação de créditos de liquidação duvidosa; concessão de empréstimos a empresas consideradas de risco; concessão de créditos sem a observância das normas e pareceres técnicos; formação artificial de resultados, ocultando a real situação contábil do BNB.
O Banco Central ainda sugeriu regularização imediata de R$ 6,96 milhões, ou seja, uma investigação das finanças do BNB, relacionadas aos acordos firmados no período. Sendo que R$ 4,2 bilhões são relativos aos ajustes decorrentes do Fundo Constitucional de Financiamentos do Nordeste (FNE).
O POVO tentou entrar em contato novamente com Byron Queiroz, deixou recado em sua casa, tornou a ligar, mas não foi atendido. Não houve retorno até o fechamento desta edição.
Fonte: Jornal O Povo
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