Numa ação conjunta, dirigentes da Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) e da Associação dos Aposentados do BNB (AABNB) estiveram em Brasília entre os dias 12 e 14 de novembro para articular, junto aos parlamentares, aprovação de emenda para o aumento do capital social do Banco do Nordeste e apoio ao Projeto de Lei 343/07, que trata da reintegração dos funcionários desligados do Banco, sem justa causa, no período de 1995 a 2003.
Sobre a emenda ao Orçamento da União, apresentada pelo deputado federal Pedro Eugênio (PT-PE) e já aprovada nas comissões temáticas da Câmara Federal, as entidades conversaram com o relator-geral do Orçamento de 2008, José Pimentel, que se comprometeu a dar parecer favorável à emenda. Com isso, o BNB poderá contar, no próximo ano, com aporte de R$ 700 milhões. “A AFBNB trabalhou para isto e considera a conquista importante, mas o montante ainda é insuficiente para as necessidades do Banco e da Região, e para a própria saúde financeira da empresa, considerando o cumprimento de seu papel e o atendimento às exigências do Acordo de Basiléia II”, avalia o diretor Dorisval de Lima, que esteve em Brasília acompanhado do presidente da entidade, José Frota de Medeiros.
O capital social representa o investimento efetuado na instituição pelos seus proprietários e acionistas. No caso do BNB, o maior acionista é o governo federal, que detém 99% de suas ações. Junto com as reservas e os lucros ou prejuízos acumulados, o capital social é uma das subdivisões do patrimônio líquido do Banco. Hoje, o BNB possui um patrimônio líquido de R$ 1,5 bilhão, conforme apresentado no balanço do primeiro semestre. Pelo Acordo de Basiléia II, a Instituição pode alavancar até 10 vezes o seu patrimônio líquido. “A capacidade operacional do Banco está se esgotando”, alerta Medeiros. “O capital social hoje está em R$ 1,3 bilhão. Na avaliação da AFBNB, este montante deve ser ampliado em, aproximadamente, R$ 4 bilhões, a fim de se alavancar operacionalmente para responder às demandas de crédito geradas pela expectativa do PAC, que prevê um crescimento de 4 a 5% do PIB regional”, reforçou. Este valor, segundo informou, só poderá ser aprovado via Projeto de Lei do Poder Executivo. Por isso a AFBNB iniciará uma mobilização junto ao Banco e à classe política com este objetivo.
Os diretores também se reuniram com os deputados José Guimarães (PT-CE), Eudes Xavier (PT-CE) e Mauro Benevides (PMDB-CE) para discutir a questão. Todos manifestaram apoio à emenda para o aumento do capital social do BNB.
Demitidos – Sobre o Projeto de Lei dos demitidos, os diretores conversaram com o chefe de gabinete do deputado André Vargas (PT-PR), relator do PL. Ele agendou uma reunião para a próxima quarta-feira, 21 de novembro, com a presença do relator e de outros parlamentares, além do Sindicato dos Bancários de Brasília e da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae). O objetivo da AFBNB é sensibilizar o relator para um parecer favorável à causa dos demitidos. Também manifestaram apoio ao PL os deputados Daniel Almeida (PCdoB-BA) e Marcelo Castro (PMDB-PI).
Outros pontos – Medeiros e Dorisval também se reuniram com dirigentes da Fenae para apresentar o projeto político-institucional da entidade e articular ações conjuntas contra ameaças de incorporação do BNB e da CEF por outros bancos. Os diretores se reuniram, ainda, com a representante da agência do BNB em Brasília, Cassandra Amaral, para expor a agenda de trabalho da entidade, e com o conjunto dos funcionários daquela unidade, para falar das atividades desenvolvidas pela AFBNB.
Eles também se reuniram com o representante do Gabinete da Presidência do BNB (Gapre) em Brasília, Rubens Mota, para discutir ações conjuntas de fortalecimento do Banco. Quanto ao novo plano de previdência da Capef, a AFBNB está buscando uma audiência com os técnicos do DEST, com vistas a dar maior celeridade à sua implantação. |