O processo de licitação do BNB (Banco do Nordeste do Brasil), que escolheu as agências para prestar serviços à instituição, ganhou um novo formato este ano. Através de julgamento apócrifo, a comissão julgadora analisou os trabalhos sem conhecer a que empresa pertenciam. As propostas obedeceram a uma padronização formal e foram acondicionadas em caixas fornecidas pela própria instituição. “A comissão julgadora técnica sequer esteve presente na sala em que foram entregues as caixas e habilitadas as concorrentes”, informa Carlos Eduardo Siqueira Gaspar, gerente executivo do Ambiente de Comunicação Social do Banco do Nordeste.
O fato de não se conhecer a que empresa pertence o trabalho que está sendo julgado é um fator novo nas licitações de publicidade no País. O privilégio aos aspectos técnicos e a total transparência garantem a credibilidade da licitação. “A concordância de todas as licitantes com o processo e o fato de nenhuma ter entrado com recurso atestam a aceitação e credibilidade da metodologia.” A decisão de publicidade é centralizada em Fortaleza, bem como a distribuição da mídia. Para atender às características locais, o banco utiliza instrumento de pesquisa, além de consultar as suas agências nos diversos municípios.
“Embora entendamos que é possível trabalhar com uma linguagem essencialmente padronizada ou nordestina, eventualmente produzimos peças específicas para determinados mercados. Para prestar serviço ao banco, ambas as agências de propaganda devem manter estrutura de atendimento em Fortaleza. Até por que são obrigadas pelo edital”, assinala Eduardo Gaspar.
Para o gerente executivo do Ambiente de Comunicação Social do BNB, “há grandes desafios à frente do banco, e sua superação depende também da parceria com suas agências de publicidade. Produtos que antes não despertavam interesse da banca privada, agora sofrem concorrência, como o microcrédito. Mercados onde o Banco pouco atuava ou não era conhecido por atuar agora são campos a serem explorados.
A aplicação de recursos do FNE vem atingindo recordes sucessivos e sua manutenção e superação não podem prescindir de uma comunicação estruturada e profissional. No processo, foram vencedoras as agências SLA Propaganda e Mota Comunicação.
Fonte: Diário do Nordeste |