Manifestação saiu do estádio Mané Garrinha em direção a Esplanada dos Ministérios. Às 10 horas, começa a marcha que saiu do estádio Mané Garrinha em direção a Esplanada dos Ministérios. “Um, dois, três, quatro, cinco mil / ou pára estas reformas ou paramos o Brasil” foi uma das palavras de ordem mais entoada pelos manifestantes que protestavam contra as reformas neoliberais do governo, sua política econômica e a corrupção sem qualquer punição aos envolvidos. Ou ainda essa: “ô Lula, que papelão, esta reforma é coisa de patrão”.
Criatividade marca evento - A criatividade não faltou para chamar a atenção das reivindicações e denunciar a corrupção parlamentar. Bonecos e carteiras de trabalho gigantes, perfomances, coreografias.
O Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) denunciou o Reuni (projeto do governo federal para privatizar a educação superior) por meio de cem espantalhos fincados na Esplanada, com diplomas nas mãos e etiquetas. Os espantalhos são uma alusão ao personagem empalhado do filme O mágico de OZ, que ganha um diploma que não tem valor. Campanha reforçada pelos estudantes da Conlute que puxaram a palavra de ordem: “olê olé, olê olá / esse Reuni não vai passar / ocupo reitoria para não privatizar!”.
O Sindsef-SP (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Federal do Estado de São Paulo), ao som de Tango do Covil, música de Chico Buarque, fez treze pizzaiolos com faixas de deputados e senadores dançarem com o personagem Renan Calheiros e a “Dona Corrupção”.
Se a bandeira central era a luta contra a Reforma da Previdência, muitas outras bandeiras mostraram quantas são as lutas sob a gestão do governo Lula. Eram faixas, bandeiras, panfletos contra a Reforma Trabalhista, a Reforma Universitária, a Transposição do Rio São Francisco, moradia e muitas outras. A indignação com a corrupção esteve presente em diversos momentos.
É bom que o governo (que momento se reunia com os cem maiores empresários do país), o congresso e os empresários tenham prestado atenção nesta mobilização, que mostra que os trabalhadores, movimentos sociais e estudantes vão lutar sem trégua contra os projetos neoliberais apoiados por Lula.
A marcha foi convocada por diversas entidades como Conlutas, Intersindical, Conlute, Pastorais Sociais, Cobap, Andes, MST, MTST, MLST, e diversas outras entidades sindicais nacionais e movimentos sociais de todo o país.
Fonte: http://www.conlutas.org.br/ |